Redação Rios
MANAUS (AM) -Única pré-candidata de oposição ao Governo do Amazonas, a professora Maria do Carmo (PL) afirmou, durante entrevista concedida na terça-feira, 28/7, ao jornalista Hiel Levy, que a renovação política não deve ser medida pela idade dos candidatos, mas pela forma como exercem seus mandatos. Ao analisar o cenário político estadual, ela afirmou que muitos nomes apresentados como novidade reproduzem práticas que, segundo ela, representam a velha política.
“Tem muito político novo revestido da velha política. Velha política não é idade. Velha política são as práticas. Nesse sentido, Wilson Lima e Roberto Cidade são exemplo da velha política”, declarou.
Para a pré-candidata, o Amazonas precisa de uma gestão eficiente, transparente e comprometida com resultados.
“Velha política é usar a máquina pública em benefício próprio, esquecer da população depois da eleição e administrar pensando em grupos políticos, e não nas pessoas”, completou.
Interior como prioridade
Durante a entrevista ao programa Em Alta, da Rede Antena 1, que também contou com a participação do jornalista André Alves e do empresário e comunicador Antônio Júnior, Maria do Carmo apresentou propostas voltadas ao fortalecimento da economia do interior do estado.
Segundo a pré-candidata, o Amazonas precisa reduzir a concentração do desenvolvimento na capital e incentivar o crescimento econômico dos municípios do interior.
“O Amazonas só será forte quando o interior for forte. Não existe desenvolvimento verdadeiro concentrando riqueza apenas em Manaus”, defendeu.
Entre as prioridades apresentadas estão a recuperação de ramais e estradas estaduais, a melhoria da infraestrutura logística, a ampliação do acesso à assistência técnica, o incentivo ao pequeno e médio produtor rural, a oferta de crédito para a produção e o fortalecimento do setor agropecuário.
Maria do Carmo também afirmou que sua proposta é ampliar e fortalecer a Zona Franca de Manaus por meio de uma nova matriz produtiva, compatível com as vocações econômicas do estado e complementar ao Polo Industrial de Manaus.
“Nós temos uma Zona Franca consolidada e precisamos protegê-la. Mas o Amazonas pode produzir muito mais. O agro, a bioeconomia, a agroindústria, a piscicultura, o extrativismo sustentável e a produção regional podem caminhar ao lado do Polo Industrial de Manaus. Isso está plenamente alinhado ao modelo de desenvolvimento previsto pela Suframa”, disse.
Ao encerrar o tema, a pré-candidata afirmou que o fortalecimento do interior é essencial para ampliar a geração de empregos, reduzir as desigualdades regionais e impulsionar o desenvolvimento econômico em todo o Amazonas.
*Com informações da assessoria






