Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A três meses das eleições de 2026 e às vésperas da convenção que deve oficializar sua candidatura à reeleição, marcada para o próximo dia 4 de agosto, o governador Roberto Cidade (União) apresentou como promessa de campanha a ampliação do Auxílio Estadual Permanente. O benefício, que atualmente é de R$ 150 por mês, passaria para R$ 250 caso ele seja reeleito.
Além do reajuste geral, Cidade afirmou que pretende dobrar o valor do auxílio destinado às mães e pais atípicos do Amazonas. Nesse caso, o benefício específico para esse público passaria dos atuais R$ 250 para R$ 500, segundo a proposta apresentada pelo governador.
O anúncio da proposta foi feito durante um ato político na segunda-feira, 27/7, no bairro Alvorada, zona Oeste de Manaus, que reuniu aliados como o ex-governador e pré-candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil), o vice-governador Serafim Corrêa (PSB), além de deputados estaduais e candidatos da coligação União-PP.
“Vocês sabem do meu amor e da minha vontade de trabalhar muito pelas mães atípicas, pelos pais atípicos e, por isso, o nosso Auxílio Estadual vai ser dobrado para mãe e pai atípico do Estado do Amazonas”, declarou Roberto Cidade.
A promessa de ampliação do benefício reforça a estratégia do governador de colocar pautas sociais no centro do discurso de campanha, em um momento em que a gestão estadual enfrenta questionamentos relacionados ao equilíbrio das contas públicas e à execução de serviços.
Remanejamento de recursos
A proposta apresentada por Cidade ocorre após um período marcado por medidas de contenção de despesas adotadas pelo Governo do Amazonas. A gestão estadual determinou cortes de gastos, contingenciamento de recursos e restrições orçamentárias, justificando as medidas pela queda na arrecadação registrada no primeiro semestre.
Entre os episódios de maior repercussão esteve o Decreto nº 54.200, que previa o remanejamento de R$ 100 milhões do orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para a Amazonprev.
A medida provocou reação de parlamentares, professores e da comunidade acadêmica. Dias depois, diante da pressão, Roberto Cidade revogou o decreto e afirmou que os recursos permaneceriam contingenciados.
“Nós estamos fazendo um simples bloqueio para poder evitar aumento de despesas, mas quero dizer a vocês que os serviços da UEA serão mantidos, serão executados”, afirmou o governador à época.
Mais recursos para emendas
Mesmo diante das medidas de ajuste fiscal, o Governo do Amazonas realizou novos remanejamentos orçamentários. No último dia 17 de julho, Roberto Cidade publicou decreto que elevou para R$ 130 milhões o total de recursos retirados da Reserva de Contingência do Estado para reforçar dotações destinadas à execução de emendas parlamentares.
O novo remanejamento, de R$ 3,7 milhões, consta no Decreto nº 54.711, publicado no Diário Oficial do Estado.
A Reserva de Contingência funciona como uma previsão orçamentária destinada a cobrir despesas inesperadas, como perdas de arrecadação e situações emergenciais.
Médicos relatam atrasos
Na área da saúde, o governo também continua sendo alvo de críticas de médicos terceirizados e entidades da categoria, que denunciam atrasos nos pagamentos e dificuldades para manter atendimentos em unidades estaduais.
“Eu acredito, ao meu ver, que já passou da hora de haver uma paralisação da categoria. Todos nós estamos passando por um colapso por não poder cumprir com os nossos compromissos. Estamos há meses sem receber”, afirmou a médica pediatra Adriana Lima em publicação que repercutiu nas redes sociais.
Pedido de apoio
Ao encerrar o discurso, Roberto Cidade pediu apoio ao eleitorado e afirmou que pretende permanecer à frente do Governo do Amazonas por mais quatro anos, caso seja reeleito.
“Eu quero pedir que vocês confiem nesse caboclo amazonense, me deem uma oportunidade de governar esse Estado”, declarou.






