Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Professores e ativistas do Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus denunciam terem sido intimidados por policiais militares armados durante uma manifestação realizada na manhã de segunda-feira, 23/3, em Manaus.
O ato ocorreu nas dependências do Studio 5 Shopping e Convenções, na zona Sul da capital, onde também acontecia um evento da Secretaria Municipal de Educação de Manaus.
A mobilização foi organizada para chamar atenção a problemas estruturais da rede municipal de ensino, com foco nas dificuldades de inclusão de alunos com deficiência. Segundo o professor e ativista Jamisson Maia, o protesto ocorreu de forma ordeira e sem qualquer tipo de tumulto.
“Policiais armados dentro de um shopping para reprimir professores em Manaus. Estamos aqui com a intimidação acontecendo”, afirmou.
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De acordo com os manifestantes, entre as principais denúncias estão a superlotação das salas de aula – que chegam a comportar entre 35 e 40 alunos – e a falta de mediadores para estudantes com deficiência, o que compromete a aplicação efetiva de políticas de inclusão.
“Nosso protesto é silencioso e pacífico, mas a polícia chegou para impedir o sindicato de realizar seu trabalho”, disse o professor.
Ação policial é contestada
Ainda segundo relatos, a Polícia Militar do Amazonas foi acionada durante o ato. Para os participantes, a presença de agentes fortemente armados teve caráter intimidatório e foi interpretada como uma tentativa de dispersar a manifestação.
“Infelizmente, foi chamada a Polícia Militar para reprimir profissionais que estavam se manifestando de forma ordeira e pacífica”, declarou Jamisson Maia.
Um vídeo divulgado pelo sindicato mostra o momento em que policiais se aproximam do grupo, enquanto manifestantes afirmam estar sendo intimidados. “Intimidação acontecendo”, diz um dos participantes na gravação.
Apesar do episódio, a categoria afirma que continuará mobilizada. “A única arma do professor é a sua voz e o pincel. Não vamos nos calar diante do descaso com as escolas municipais”, acrescentou.
Órgãos não se manifestam
Procuradas pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação e a Polícia Militar do Amazonas não responderam até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamentos.






