Andreza Maria Cunha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Candidato a vice-governador na chapa da Professora Maria do Carmo pelo Partido Liberal (PL), o Coronel Aníbal (PL) afirmou que o interior do Amazonas não pode ser tratado pelo poder público apenas pelo peso eleitoral de cada município ou comunidade.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, ele defendeu uma presença mais próxima do Estado nas localidades mais distantes e disse que pretende levar para um eventual governo a experiência acumulada nas áreas de Defesa Civil, emergências e assistência humanitária.
“Principalmente, a gente não olhar para o interior como título de eleitor. A gente tem que olhar para o interior como [um lugar onde] tem pessoas, não são eleitores”, declarou.
Segundo Aníbal, políticas públicas para o interior precisam considerar as particularidades geográficas do Amazonas e não podem ser planejadas apenas a partir de informações produzidas à distância.
O candidato citou como exemplo as mudanças provocadas pelos períodos de cheia e vazante. Conforme explicou, comunidades que durante a cheia ficam acessíveis por embarcação podem exigir quilômetros de deslocamento por áreas de lama durante a seca.
“Tem comunidades que, na cheia, você desce com a embarcação bem próxima da casa e, na vazante, vai andar de três a cinco quilômetros”, afirmou. “Como é que a gente sabe disso? Não é através de mapa, não é através de fotografia. É você indo lá”.
Experiência em emergências
Mário Aníbal Gomes da Costa Júnior, de 50 anos, é coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e disputa pela primeira vez um cargo eletivo. Ele integra a chapa da Professora Maria do Carmo pela coligação Mudar é Urgente (PL/Novo).
Ao longo da carreira, Aníbal acumulou experiência relacionada à resposta a emergências e desastres. Já atuou na Defesa Civil de Manaus e na estrutura estadual de Proteção e Defesa Civil, além de possuir especialização em Gestão de Emergências e Desastres.
Outra área destacada pelo candidato durante a entrevista foi a assistência humanitária. Aníbal preside a filial amazonense da Cruz Vermelha Brasileira desde 2014.
Ele afirmou que essa trajetória ajuda a definir o papel que pretende desempenhar caso a chapa seja eleita. “A professora Maria do Carmo tem um planejamento estratégico para todo o nosso estado. Eu, especificamente, gosto muito dessa questão da assistência, da segurança alimentar, da assistência humanitária”, disse.
Estado mais próximo
Aníbal também afirmou que a proposta defendida pela chapa é descentralizar a atuação do Governo do Amazonas e aproximar os serviços públicos das comunidades.
Para o candidato, o contato presencial é necessário para compreender problemas que nem sempre aparecem em levantamentos ou ferramentas digitais. “Como é que você vai cuidar das pessoas se você não sabe qual é a dor das pessoas?”, questionou.
Segundo Aníbal, a experiência de Maria do Carmo na educação e sua própria trajetória na assistência humanitária podem se complementar em um eventual governo.






