Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ministro André Mendonça reagiu ao colega Gilmar Mendes durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 15/9, e pediu que o decano não apontasse o dedo para ele durante a discussão sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O confronto começou quando Gilmar acusou Mendonça de conduzir o processo com interesse político e eleitoral. “Até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos desta petição, com toda sinceridade. Escolha de data, cenário e envolvendo esta Corte em campanha”, afirmou Gilmar.
Leia também: ‘Eu tenho testemunhas’, diz Moraes; ‘mentira’, rebate Mendonça durante bate-boca em sessão do STF
Mendonça interrompeu o decano e classificou a declaração como leviana. “O senhor está sendo leviano, ministro”. Gilmar continuou a crítica e voltou a apontar uma condução político-eleitoral do processo.
“Evidente condução político-eleitoral e escolha do 7 de setembro, até pixulecos. Isto não se faz, pessoas decentes não fazem isso”.
Mendonça reagiu e pediu respeito. “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não aponte o dedo. Não está falando com qualquer um. Respeite esse tribunal”. Gilmar ainda disse: “Quem não se dá respeito, não merece respeito”.
O presidente do STF, Edson Fachin, interveio e pediu que Gilmar concluísse sua manifestação.
O bate-boca ocorreu durante o julgamento que analisa a legalidade do procedimento adotado por Mendonça a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O material reúne mensagens e outros registros relacionados a Moraes.
Discussão no plenário
O caso chegou ao plenário após Mendonça encaminhar as informações relacionadas às mensagens para Fachin.
Segundo as investigações, Vorcaro teria trocado mensagens com um número atribuído a Moraes antes de ser preso, em novembro de 2025.
Moraes não é relator do caso Master no STF. O contato com o ex-banqueiro teria ocorrido após o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestar serviços ao banco.






