Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O interesse da população pelos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) mostra, na avaliação do analista político da Rede Rios de Comunicação, Diogo da Luz, a dimensão da crise atual que envolve a Corte.
Durante o Jornal da Rios, da Rádio Rios FM 95,7, nesta terça-feira, 15/9, ele afirmou que a sessão que analisa o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes pode ser um “divisor de águas”.
“Pode ser o dia D, e torcemos para que não seja o dia D de desmonte da bomba que eles mesmos armaram dentro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
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Para Diogo, a principal saída para as dúvidas levantadas pelas mensagens atribuídas ao ministro da Corte e pelo relacionamento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro é permitir uma investigação.

“Investigação não morde, não dói, não tira pedaço. Investigação, por vezes, é incômoda, sem dúvida, principalmente quando a pessoa teme que o resultado seja ruim contra si”.
Diogo da Luz, analista político
O analista destacou que a discussão sobre o Supremo ganhou uma dimensão diferente e passou a despertar a atenção de uma parcela maior da população brasileira. “Nunca pude imaginar que tamanha parcela da população brasileira pudesse se preocupar e se interessar tanto pelos problemas do Supremo Tribunal Federal”, disse.
“Em outros tempos se interessava por ver o Supremo Tribunal Federal julgando políticos de fora do Supremo, que tinham cometido diversos escândalos, mensalão, petrolão e assim por diante. Agora, não, é todo mundo, muita gente, interessadíssima em saber se o Supremo Tribunal Federal vai ter a dignidade de investigar o seu membro”
Diogo também citou a repercussão internacional das decisões de Moraes e afirmou que a dimensão do caso exige esclarecimento. “Quando o mundo inteiro, ou grande parte das pessoas, acredita que um juiz do Supremo tenha recebido grande quantidade de dinheiro para proteger um bandido fantasiado de banqueiro, só uma investigação pode resolver”, afirmou.
O analista político defendeu ainda que eventuais irregularidades cometidas por quem apresentou ou conduziu a investigação também sejam apuradas. “Se for preciso, apure-se amanhã se o acusador também fez coisas erradas, e que também se investigue o acusador, e assim por diante”, declarou.
Sessão ocorre no STF
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) está reunido desde as 10h (horário de Brasília) desta terça-feira, 15, em uma sessão extraordinária que pode definir o destino das informações levantadas pela Polícia Federal sobre as conversas atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Neste momento, a sessão é conduzida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso. A sessão é transmitida ao vivo pela TV Justiça e pelos canais oficiais do STF na internet.






