Gabriel Lopes – Rios de Notícias
INTERNACIONAL – O fotógrafo e filmaker Mahmoud Abu Hamda mostra com frequência sua rotina na cobertura do conflito na Faixa de Gaza, entre Israel e o grupo terrorista Hammas. Nas imagens fortes, é possível acompanhar o cenário de precariedade com prédios destruídos e pessoas desnutridas pela fome.
“A maioria das pessoas em Gaza agora dependem das cozinhas de sopa como a sua principal fonte de comida, recebendo apenas uma refeição que não é suficiente para sustentar uma família inteira durante 24 horas. Onde está a humanidade?”, questiona o profissional em uma de suas publicações.
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Abu Hamda ressalta que muitos moradores da região nem sequer conseguem comer devido à superlotação e ao caos. O fotógrafo considera o que acontece em Gaza como genocídio patrocinado pelo país vizinho, pois segundo ele, a fome é usada como arma primária contra civis.
“Os suprimentos de comida foram bloqueados, padarias e armazéns foram alvo, até que uma simples refeição se tornou um sonho distante e a fome se transformou em uma ferramenta de punição coletiva. Estes são apenas vislumbres de longos e implacáveis dias de fome e documentação”, disse ele.
Agências internacionais como a BBC, a Reuters, a Agence France-Press e a Associated Press alertaram, em comunicado conjunto, que seus jornalistas correm o risco de morrer de fome em Gaza se Israel não permitir a entrada de alimentos suficientes no território.


ONG’s Israelenses
Duas importantes organizações israelenses de direitos humanos – a B’Tselem e a Physicians for Human Rights – afirmaram na segunda-feira, 28/7, que Israel está cometendo genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza e disseram que os aliados ocidentais do país têm a obrigação legal e moral de impedir a crise.
O governo israelense afirma que está lutando uma guerra existencial e garante cumprir com o direito internacional. Israel alega que as acusações de genocídio são antissemitas. Assim como outros grupos de defesa dos direitos humanos, a B’Tselem e a PHR não foram autorizadas a entrar em Gaza durante a guerra.
Guy Shalev, diretor da PHR, disse que os israelenses muitas vezes descartam as acusações de genocídio como “antissemitas” ou tendenciosas contra Israel. “Espero que os nossos comunicados façam as pessoas reconhecerem a realidade”, afirmou.
O relatório da PHR afirma que Israel cometeu pelo menos três atos que definem o genocídio no direito internacional. “Como neto de um sobrevivente do Holocausto, é muito doloroso para mim chegar a esta conclusão”, afirmou Shalev.






