Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Moradores da rua Pindaí, no conjunto Augusto Montenegro, bairro Planalto, zona Centro-Oeste de Manaus, relatam conviver diariamente com problemas estruturais e ambientais. Entre as principais queixas estão bueiros destampados, mato alto, acúmulo de lixo e grandes crateras ao longo da via.
A situação se agrava na Área de Preservação Permanente (APP) do conjunto, onde há descarte irregular de resíduos e despejo de líquidos no igarapé, contribuindo para a poluição e gerando preocupação entre os moradores.

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Os buracos na rua dificultam a circulação de veículos e também afetam quem depende da via para trabalhar. O motoboy Gustavo Solart relata prejuízos frequentes.
“A gente que faz entrega passa aqui direto e é complicado. São muitos prejuízos no pneu, peças da moto quebram. Já vi muitos carros no prego aqui. Tudo sai do nosso bolso. Quando chove, é pior ainda, porque alaga tudo”, afirmou.

Moradora há 38 anos do conjunto, a aposentada Selma Gonçalves também critica a situação e afirma que os problemas se acumulam ao longo dos anos.
“Hoje está causando muito estrago, tanto nos carros quanto para quem anda a pé. Quando os carros passam, acabam molhando a gente. Minha filha trabalha aqui perto, mas às vezes precisa dar uma volta maior por causa das condições da rua. Quando chove, acumula muita água, e os consertos demoram”, disse.

Selma também questiona a cobrança de taxas de esgoto, alegando que o serviço não é oferecido na região.
“A gente paga taxa de água e esgoto, mas nunca teve esgoto aqui. Quando fazem algum serviço, abrem e depois fecham, mas logo volta a vazar. Isso vai aumentando os buracos, porque os veículos continuam passando. É um conjunto meio esquecido”, desabafou.
Na área verde de preservação, apesar de uma placa da Prefeitura de Manaus indicar proteção ambiental, o cenário é de abandono, com lixo espalhado e sinais de degradação. Selma também faz um apelo à conscientização dos próprios moradores.
“Pagamos impostos, mas também precisamos ter consciência. Não é para jogar lixo nem abandonar animais. Isso deixa o conjunto feio. Eu faço a minha parte jogando na minha lixeira”, destacou.


O aposentado Sidney Machado da Silva, de 60 anos, morador há mais de três décadas da área, afirma que a situação piorou com o passar dos anos. Ele também relata problemas relacionados à poluição do igarapé e obras na região.
“Não vejo melhorias, só piora. Havia uma ponte que desabou, fizeram outra obra, mas nem sei direito o que foi feito. Além disso, estão despejando líquido no igarapé que vem de uma área da Águas de Manaus”, relatou.

Diante dos problemas, moradores e trabalhadores cobram providências do poder público.
Posicionamento
Em resposta à reportagem do riosdenoticias.com.br, a Águas de Manaus informou, em nota, que “todas as estruturas da companhia, inclusive as situadas no conjunto Augusto Montenegro, operam dentro da normalidade e estão devidamente licenciadas pelos órgãos competentes, em conformidade com toda a legislação e normas ambientais vigentes.”






