Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Hozana Carneiro Ximenes foi presa novamente na manhã desta quinta-feira, 2/7, durante uma operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) em uma clínica localizada no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, ela já havia sido presa anteriormente por suspeita de se passar por biomédica para realizar procedimentos estéticos e é alvo de novas investigações envolvendo possíveis vítimas.
Após ser detida no local, a investigada foi encaminhada ao 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Leia também: ‘Amarelinhos’ incendeiam micro-ônibus e bloqueiam avenida em protesto contra atraso de subsídios em Manaus
Operação e investigação
De acordo com o delegado Mauro Duarte, responsável pelo caso, Hozana já foi condenada a mais de sete anos de prisão em decorrência das investigações iniciadas em 2022, que ganharam repercussão em Manaus.
“Estamos cumprindo um mandado de prisão e também um mandado de busca e apreensão. Depois daquele primeiro caso, ela foi condenada a mais de sete anos de prisão”, afirmou.
O delegado informou ainda que, após o caso inicial, outras pessoas procuraram a polícia relatando situações semelhantes, com complicações após procedimentos estéticos.
“Mesmo após aquele episódio, outras pessoas registraram boletins de ocorrência relatando a mesma situação, ficando com deformidades e precisando de procedimentos reparadores”, disse.
Segundo a Polícia Civil, o avanço das denúncias levou ao aprofundamento das investigações e ao cumprimento dos novos mandados nesta quinta-feira.
Versão da investigada
Hozana Carneiro Ximenes contestou a prisão e afirmou possuir formação na área estética, além de documentação que, segundo ela, a habilita para atuar profissionalmente. Ela declarou ainda que desconhece os motivos do mandado e classificou a ação como injusta.
“Eu tenho toda a formação e toda a documentação. Dessa vez eu não vou ficar calada. Estou sendo presa sem saber o motivo. Tenho minhas carteirinhas, minha clínica é registrada e vou buscar todos os meios legais para provar minha inocência”, afirmou.
A investigada também alegou que as denúncias seriam motivadas por insatisfação de clientes e conflitos profissionais. “Muitas denúncias acontecem porque o resultado não agrada ou por conflitos entre profissionais”, declarou.
Relembre o caso
Hozana ganhou repercussão em 2022, quando foi presa suspeita de se passar por biomédica para realizar procedimentos estéticos clandestinos em Manaus. À época, a Polícia Civil informou que ela era formada em Matemática e não possuía registro profissional para atuar como biomédica.
As investigações começaram após pacientes denunciarem deformidades, reações adversas e sequelas decorrentes dos procedimentos. Segundo a polícia, ela se apresentava como biomédica e realizava intervenções estéticas em uma clínica da qual era sócia.
Na ocasião, Hozana passou a responder por crimes como falsidade ideológica, lesão corporal, estelionato e exercício ilegal da profissão. O Conselho Regional de Biomedicina da 4ª Região (CRBM-4) informou que ela não possuía registro profissional junto ao órgão.






