Caio Silva – Rios de Notícias
IRANDUBA (AM) – Uma denúncia apresentada ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) acusa a Prefeitura de Iranduba e o Hospital Regional Hilda Freire de manterem sem funcionamento o serviço de raio-x da principal unidade hospitalar do município há cerca de dois anos. A informação consta em publicação no Diário Oficial desta terça-feira, 12/5.
O caso resultou na abertura do processo nº 15013/2026, já admitido pela Corte de Contas, e seguirá para análise do pedido de medida cautelar.
O documento foi protocolado pelos vereadores Larissa Rufino Gomes, Charles Jurandir e Nedy Santana Vale Júnior. Os parlamentares pedem que o tribunal investigue as circunstâncias da paralisação do equipamento e apure possíveis responsabilidades da gestão municipal.
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Serviço essencial parado
De acordo com a denúncia, a ausência do equipamento de raio-x estaria comprometendo o atendimento de pacientes no Hospital Regional Hilda Freire, principalmente em casos de urgência e emergência. Exames de imagem são considerados essenciais para identificar fraturas, problemas respiratórios, lesões internas e outras situações que exigem diagnóstico rápido.
Com o serviço suspenso, pacientes precisariam ser transferidos para outras unidades de saúde em Manaus ou municípios próximos para realizar exames, o que pode aumentar o tempo de espera e dificultar o atendimento médico.
Na denúncia, os vereadores afirmam que a situação representa possível falha na prestação de um serviço público essencial e pode comprometer o direito da população ao acesso à saúde.
Pedido de medida cautelar
Além da denúncia, os parlamentares solicitaram ao TCE-AM uma medida cautelar para obrigar o município a regularizar imediatamente o serviço de raio-x. O pedido inclui a definição de prazo para que o equipamento volte a funcionar plenamente.
O caso foi analisado inicialmente pelo presidente do TCE-AM, que decidiu admitir a denúncia por entender que ela atende aos requisitos legais previstos no regimento interno da Corte.
O tribunal destaca que o caso envolve possível omissão da gestão pública na manutenção de equipamento hospitalar e eventual violação ao direito constitucional à saúde.
Próximos passos
Com a admissibilidade aceita, o processo será encaminhado ao relator responsável, que deverá analisar o pedido de medida cautelar e decidir se determina providências imediatas à Prefeitura de Iranduba.
Entre as medidas que podem ser adotadas estão pedidos de esclarecimento à prefeitura, inspeções técnicas, auditorias e eventual determinação para restabelecimento do serviço.
O despacho também determina a publicação do caso no Diário Oficial Eletrônico do TCE-AM e a notificação dos denunciantes sobre a tramitação do processo.
Denúncias anteriores
Em 2024, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) instaurou procedimento investigativo após uma visita técnica constatar irregularidades no hospital, como falta de equipamentos e medicamentos. Na ocasião, os problemas levaram pacientes a buscar atendimento em Manaus.
Já em 2025, denúncias encaminhadas ao riosdenoticias.com.br relataram precariedade na estrutura da unidade, falta de medicamentos e supostas demissões de profissionais por represália no Hospital Regional Hilda Freire.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e com a Prefeitura de Iranduba, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
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