Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O vereador Coronel Rosses (PL) relatou, nesta segunda-feira, 24/2, em plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), um caso de perseguição política.
Durante a sessão, Rosses foi surpreendido pela chegada de um oficial de justiça, que o notificou sobre um processo disciplinar militar. Segundo ele, o caso já havia sido arquivado, mas foi reaberto recentemente, após sua eleição ao cargo de vereador.
“Este é um assunto que já havia sido resolvido e agora vem à tona com o intuito de me prejudicar e me expulsar das fileiras da corporação militar. Após minha eleição como vereador, o processo foi reativado como uma forma de retaliação política”, afirmou Rosses durante a sessão plenária.
Para o vereador, a intimação demonstra um claro viés de perseguição política. O caso envolve críticas que ele fez à gestão do governo estadual durante a pandemia, em um programa de televisão.
No entanto, a legislação militar proíbe críticas públicas a superiores hierárquicos — nesse caso, o governador Wilson Lima (União), que é o chefe da Polícia Militar do Amazonas.
“O governador do Amazonas, de forma descarada, tenta me expulsar da Polícia Militar por um crime que não cometi. Apenas reproduzi em um programa de TV o que consta na denúncia do Ministério Público Federal. Ainda assim, foi instaurado contra mim um processo disciplinar militar por crime de desobediência, quando, na verdade, trata-se do exercício legítimo da liberdade de expressão”, declarou o parlamentar.
Rosses tem o prazo de três dias para apresentar sua defesa, conforme prevê o artigo 407 e seu parágrafo único do Código de Processo Penal Militar.






