Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vazamento de derivados de petróleo foi identificado desde terça-feira, 28/10, em um dos pontos de atracação da Refinaria da Amazônia (Ream), localizada às margens do rio Negro em Manaus.
Vídeos enviados ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS mostram a presença de manchas escuras na superfície do rio, sinais de que o plano de contingência ambiental da refinaria teria sido acionado.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) confirmou que enviou uma equipe técnica para o local, a fim de avaliar os danos e identificar a origem do vazamento.
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Denúncia formal
O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) protocolou um documento junto ao Ipaam nesta quarta-feira, 29, denunciando o episódio. O ofício relata que o vazamento teria ocorrido por volta das 18h de terça-feira, 28, no Porto 1 da Ream, e foi identificado por trabalhadores da refinaria.
“A informação chegou ao sindicato por meio de denúncias de trabalhadores e registros visuais (fotos e vídeos) que evidenciam a presença de material oleoso na lâmina d’água nas proximidades do porto”, descreve o texto assinado pela direção do sindicato.
No documento, o Sindipetro pede que o órgão ambiental abra um procedimento de fiscalização imediata para verificar a extensão do vazamento, suas causas e os impactos ambientais no entorno da refinaria.
“Ressaltamos que a refinaria se encontra operando em condições atípicas desde a privatização, com redução drástica das atividades de refino e possível funcionamento como terminal de movimentação e armazenamento de combustíveis”, diz outro trecho do ofício.
O sindicato também afirma ter recebido denúncias de redução no efetivo técnico e de mudanças estruturais na unidade industrial, o que, segundo a entidade, “pode ter comprometido o controle ambiental e operacional da refinaria”.
Veja documento:
Sem respostas
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Refinaria da Amazônia para comentar o assunto e esclarecer o que pode ter causado o problema, mas até a publicação desta matéria, não houve respostas. O espaço segue aberto para manifestações.






