Vitória Freire – Portal Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Manaus, Amom Mandel (Cidadania), justificou o motivo pelo qual negou, em dezembro do ano passado, intenções de se colocar como um dos nomes que disputaria nas eleições municipais na capital amazonense. A fala foi durante entrevista a um programa de rádio, nesta segunda-feira, 26/2.
Segundo Amom, ele teria sofrido intimidação e“jogo sujo”, o que o fez recuar a candidatura.
O agora pré-candidato, se manteve em silêncio até a última sexta, 23/2 – data em que aconteceu o lançamento de sua pré-candidatura. No final do ano passado, ele publicou um vídeo em suas redes sociais em que afirmava não ser candidato à Prefeitura de Manaus.
“Tentaram me intimidar, fizeram um jogo sujo ali, com algumas questões familiares. Questões de baixaria mesmo, que não vem ao caso [mencionar] aqui. Mas, eu tomei uma decisão e resolvi enfrentar tudo isso agora em janeiro, depois do estopim que ocorreu em 4 de janeiro de 2024. Acho que não dá para se acovardar diante de pessoas que jogam sujo na política e, se eu não colocar meu nome à disposição, vou estar sendo covarde e deixando essas pessoas dominarem a cidade de Manaus e o Estado do Amazonas”, relatou Amom ao entrevistador.
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O episódio de 4 de janeiro deste ano, ao qual Amom se refere, consiste em uma abordagem realizada por policiais, durante uma operação da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), no bairro Jorge Teixeira, em Manaus.
Segundo o deputado, a abordagem teria acontecido de forma violenta, com policiais apontando armas para a sua companheira, Sarah Mariah. Na ocasião, ele deu voz de prisão aos agentes que o abordaram.
Horas após o incidente, Amom compartilhou em suas redes sociais que estava sendo coagido devido a um dossiê que ele próprio havia encaminhado à Polícia Federal. A denúncia, conforme o parlamentar, tratava de um suposto envolvimento de pessoas da alta cúpula da Segurança Pública do Amazonas com facções e organizações criminosas.
Na época, em coletiva à imprensa, o secretário de Segurança, Coronel Vinícius Almeida, negou a versão de Amom e frisou que, durante a operação policial, o parlamentar teria desrespeitado os policiais.






