Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O nível do Rio Negro chegou nesta segunda-feira, 16/9, aos 15,99 metros, em Manaus. Em um cenário em que o ritmo de vazante está acelerado, o afluente está abaixo da média prevista para interdição para banho na Praia da Ponta Negra, zona Oeste.
O anúncio da interdição da Praia da Ponta Negra foi realizado pela Prefeitura de Manaus na manhã desta segunda-feira, 16/9, durante o lançamento da operação Estiagem.
De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2013, que prevê medidas de segurança para o Complexo Turístico da Ponta Negra, a interdição para banho no balneário deve ocorrer quando o nível do Rio Negro atingir 16 metros.
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Dados divulgados pelo Porto de Manaus mostram que o Rio Negro registrou uma média diária de descida de 25 centímetros. Com isso, o principal balneário da capital pode ser interditado a qualquer momento, por questões de segurança.
Na semana passada, ao ser questionada pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS sobre o monitoramento da situação, a Prefeitura de Manaus ressaltou por meio de nota que “acompanha dados técnicos, visando o bem-estar dos banhistas da Praia da Ponta Negra”.
“A prefeitura, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), expediu ofício solicitando acompanhamento e um laudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB) sobre as condições de balneabilidade e do movimento natural do leito do rio, com a subida e descida das águas “, destacou a Prefeitura à época.
Seca histórica
Em 2023, no em que o Rio Negro registrou sua maior seca da história, com 12,70 metros, um laudo assinado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), recomendou o fechamento da praia no dia 2 de outubro. Segundo o documento, o aumento brusco de profundidade no local coloca em risco a vida de banhistas.
Após revitalização, a obra de aterro realizada em 2018 para aumentar a extensão da praia artificial gerou uma superfície irregular, conforme o documento. Com isso, houve um aumento de profundidade em toda a extensão, contribuindo para a elevação do risco para os usuários da praia durante a vazante.
Nova interdição
Em virtude do risco aos banhistas, após a média mínima de 16 metros ter sido superada negativamente, a REPORTAGEM solicitou novo posicionamento da Prefeitura de Manaus, a qual respondeu que o monitoramento da praia e de suas condições de banho vem sendo realizado pela prefeitura mais intensamente nos últimos 15 dias, com solicitação de laudo e relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), sobre as condições de balneabilidade, e do Corpo de Bombeiros do Amazonas (CB-AM).






