Redação Rios
MANAUS (AM) – Paulo Victor de Brito Alvino, filho de Vanderlei Alvino, apontado como aliado político do ex-governador Wilson Lima (União) e do atual governador Roberto Cidade (União), é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro associada ao tráfico internacional de drogas e por porte ilegal de arma de fogo.
O caso é alvo da Operação Torre 8, deflagrada nesta quarta-feira, 9/7, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM). A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Manaus com o objetivo de aprofundar as investigações e identificar outros integrantes do esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.


A investigação teve início após a prisão em flagrante de Paulo Victor, em setembro do ano passado, quando ele foi abordado ao sacar cerca de R$ 300 mil em espécie em uma agência bancária da capital amazonense. Na ocasião, também foram apreendidos uma arma de fogo e um telefone celular. Conforme as investigações, poucos dias antes da prisão, ele teria recebido aproximadamente R$ 400 mil.
A apuração aponta que o investigado utilizava empresas registradas em seu nome para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. Ele figurava como sócio da LNA Comércio e Serviços Ltda., Harpia Comércio e Serviços Ltda., Harpia Solutions Ltda. e Alvino Veículos Ltda., que, segundo a investigação, eram utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro.
A Harpia Solutions, uma das empresas vinculadas ao investigado, manteve contratos com a Prefeitura do Recife e com o Governo do Maranhão. As autoridades apuram se houve utilização da estrutura empresarial para a prática de lavagem de dinheiro.
Paulo Victor também ocupou um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Amazonas entre 2019 e 2020.

Seu pai, Vanderlei Alvino, foi secretário do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM), nomeado pelo ex-governador Wilson Lima.
Atualmente, exerce o cargo de diretor do Centro de Cooperação Técnica do Interior da Aleam, função assumida durante a gestão de Roberto Cidade na presidência da Casa.

Vanderlei é casado com Adriana Cidade, madrasta de Paulo Victor e prima de Roberto Cidade. Segundo investigações, um imóvel pertencente a Adriana Cidade, localizado em Parintins, teria sido utilizado como base de operações para o que ficou conhecido como “QG do Crime” que visava manipular as eleições municipais de Parintins, em 2024.

Após a prisão, Paulo Victor pagou fiança de R$ 75,9 mil e foi colocado em liberdade no dia seguinte. O caso continua sob investigação.
O Portal Rios de Notícias solicitou posicionamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), do Governo do Amazonas e da defesa de Paulo Victor de Brito Alvino sobre os fatos abordados na reportagem. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações, e o conteúdo será atualizado caso as respostas sejam encaminhadas.






