Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Parlamentares e representantes da direita no Amazonas se manifestaram após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de envolvimento na chamada trama golpista. A pena foi fixada em 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
Nas redes sociais, deputados estaduais e federais, vereadores e o governador do estado, Wilson Lima (União Brasil), criticaram a decisão da Corte, classificando o julgamento como político e sem provas.
Leia também: Flávio Bolsonaro chama Moraes de ‘psicopata’ e defende anistia total
Repercussão no Amazonas
A professora e pré-candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo Seffair, também se manifestou, classificando a decisão como “grotesca” e “vergonhosa”.
“É um episódio que fere os princípios que deveriam nortear a Justiça brasileira”, disse.
O deputado estadual Delegado Péricles (PL-AM) afirmou que a condenação foi “previsível” e conduzida por ministros “parciais”.
“O sistema condenou um homem honesto, sem um caso de corrupção em seu governo, bem-intencionado, que só queria ver o Brasil crescer. Mas isso incomodou o sistema”, escreveu.
A deputada estadual Débora Menezes (PL-AM) chamou a decisão de “um dia triste para a Constituição” e defendeu a luta por anistia. “É lamentável ver uma pessoa ser condenada a 27 anos, sem ter matado, roubado ou desviado milhões”, declarou.
Para o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), o julgamento foi uma “peça de teatro judicial”. “Sob a liderança do presidente Bolsonaro, o Brasil retomou o amor à pátria. Isso o tornou a principal referência da direita brasileira”, disse.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, também comentou a decisão e afirmou que Bolsonaro foi vítima de um julgamento político.
“Ele governou com honestidade e proximidade com o povo. Essa decisão será lembrada como um momento delicado para a nossa democracia”, declarou.
O vereador Capitão Carpê (PL-AM) destacou o voto divergente do ministro Luiz Fux, que se posicionou contra a condenação. “Os outros quatro ministros contribuíram diretamente para a pena de 27 anos e já estão na mira dos EUA para possíveis sanções”, alegou, sem apresentar fontes.
Já o vereador Coronel Rosses (PL-AM) afirmou que o processo foi construído “com base em narrativas”. “A Justiça que solta traficantes e assassinos é a mesma que hoje prende quem expressa opinião. Agora é com Bolsonaro. Amanhã pode ser com qualquer um”, alertou.
A condenação
Na quinta-feira, 11/9, a Primeira Turma do STF concluiu a fase de dosimetria e fixou a pena de Bolsonaro em 27 anos e três meses de prisão. Ele foi condenado por associação criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Apesar da sentença, o ex-presidente e os demais réus não serão presos de forma imediata. Ainda cabe recurso da decisão no próprio STF.






