Conceição Melquíades – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A plenária do Fórum do Plano Plurianual (PPA) Participativo, que está rodando todo o país chegou em Manaus, nesta sexta-feira, 02/6. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, participaram da apresentação das propostas elaboradas pela população amazonense, no auditório Belarmino Lins, na sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), zona Centro-Sul da capital.
O programa, que está rodando todo o país, tem como meta discutir com os movimentos sindicais e representantes de classes sociais quais devem ser as prioridades do governo federal nos próximos quatro anos. As plenárias do PAA servirão de base normativa para a elaboração dos orçamentos dos demais anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do primeiro ano de seu sucessor no Planalto, de 2024 a 2027.
Anunciada para participar da agenda em Manaus, Simone Tebet, ministra do Planejamento, não compareceu e conforme os ministros, ela testou positivo para o coronavírus, motivo pelo qual cancelou a viagem.
O ministro Márcio Macêdo relatou que a determinação do presidente Lula é que seja elencada sugestões da sociedade e verificada as principais propostas e prioridades junto à população, para que se tornem políticas públicas no Brasil pelos próximos 4 anos. As propostas podem ser enviadas também de forma virtual, inclusive, a votação, das demandas sugeridas será realizada pela página online da plataforma gov.br/ppaparticipativo.
As plenárias tiveram início no dia 11 de maio e deve terminar no dia 10 de julho. Neste período, os cidadão podem apresentar propostas e votar nas que foram propostas pelos outro movimentos sociais. As 20 propostas mais votadas serão encaminhadas para o Congresso Nacional, que analizará a redação final.


Entre os movimentos participantes, o presidente do sindicato dos metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, falou sobre a jornada de trabalho, que, segundo ele, se a jornada de trabalho for reduzida, poderá abrir mais vagas de emprego para muitos trabalhadores desempregados.
O presidente da Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental (Arpa), Raul Lima de Miranda Neto, disse que os trabalhadores da coleta seletiva precisam ter políticas públicas e direitos ao menos a uma aposentadoria dígna.
Segundo ele, muitos trabalhadores da categoria já estão com idade avançada, no entanto, não conseguem se inserir nos benefícios do governo federal.



O cacique Ismael Munduruku, do Parque das Tribos, disse que a população índígenas precisa de uma educação diferenciada e que eles também querem que suas propostas sejam analizadas junto ao governo.

O deputado Sinésio Campos (PT) falou da importância da contribuição do povo na escolha e construção das demandas que serão apreciadas pelos políticos e lembrou que a peculiaridade do povo amazonense precisa ser levada em conta.
Além da participação ser aberta a qualquer cidadão, também podem se manifestar os sindicatos, ONGs, associações e conselhos participativos.






