Kataryne Dias – Rios de Notícias
Manaus (AM) – O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), iniciou nesta quarta-feira, 22/7, os trabalhos periciais nas instalações da empresa onde ocorreu o vazamento de vapores de monômero de estireno, registrado no último dia 16 de julho, no Distrito Industrial I, zona Sul de Manaus.
Nesta primeira etapa, os peritos realizam uma avaliação preliminar para levantar informações sobre as circunstâncias do acidente. Entre os recursos utilizados está um drone, empregado para o mapeamento e registro da área onde ocorreu o sinistro.
De acordo com a SSP-AM, as análises periciais continuarão nos próximos dias e não há prazo para a conclusão do laudo, devido ao volume de informações que ainda serão coletadas e confrontadas com os vestígios encontrados no local. O objetivo é esclarecer tecnicamente as causas do vazamento, sem descartar nenhuma hipótese.
Paralelamente, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) segue investigando o caso por meio de um inquérito policial instaurado no 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Segundo a corporação, detalhes da investigação não serão divulgados neste momento para não comprometer o andamento das apurações.
Vazamento foi contido
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o vazamento foi contido no último domingo, 19, após dias de trabalho ininterrupto para resfriar o tanque onde ocorreu a reação química.
As análises realizadas após a contenção não identificaram resíduos de estireno no entorno da fábrica nem dentro da área que permaneceu isolada. Ainda na noite de domingo, equipes dos Bombeiros, da Defesa Civil e técnicos da empresa realizaram uma nova avaliação da qualidade do ar em escolas e empresas vizinhas, sem detectar a presença do gás.
Com a emissão zerada do produto na atmosfera, as empresas, escolas e serviços públicos que haviam suspendido as atividades voltaram a funcionar normalmente nesta segunda-feira, 20. Apesar disso, o monitoramento da região continuará de forma preventiva.
Ipaam acompanha retirada do tanque
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que segue acompanhando diariamente as medidas adotadas pela empresa responsável pela unidade industrial.
O órgão realizou avaliações independentes utilizando drones equipados com câmeras termográficas e constatou redução da temperatura na parte central do tanque atingido.
Além do monitoramento da estrutura, equipes técnicas acompanham o direcionamento dos efluentes gerados durante o resfriamento do reservatório e as ações adotadas para minimizar possíveis impactos ambientais.
Com o encerramento da fase emergencial, o Ipaam fiscalizará a retirada do tanque afetado, a destinação ambientalmente adequada do material remanescente e dos resíduos produzidos durante a reação química, além de avaliar os possíveis danos ambientais decorrentes do incidente.
Caso sejam identificados impactos, o instituto poderá exigir medidas de recuperação ambiental e outras providências previstas na legislação.
Multa de R$ 12,5 milhões
Na última sexta-feira, 17, o Ipaam aplicou uma multa de R$ 12,5 milhões à empresa responsável pela unidade industrial, por infração à legislação ambiental em decorrência do vazamento de vapores de monômero de estireno.
A empresa tem prazo de 20 dias, contados a partir da autuação, para apresentar defesa administrativa.
No sábado, 18, uma vistoria realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) concluiu que não havia indícios aparentes de fissuras, trincas ou rachaduras que representassem risco de rompimento do tanque.






