Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A paralisação dos trabalhadores do transporte especial, fretamento e turismo no Amazonas foi encerrada nesta quinta-feira, 20/8, após um acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento, Turismo, Rodoviários Intermunicipal, Interestadual e Internacional do Estado do Amazonas (SIFRETAM) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Especial, Turismo, Fretamento, Locadoras e Carros de Valores Intermunicipal de Manaus (Sindespecial).
O entendimento foi firmado durante reunião realizada nesta quinta-feira e definiu os termos da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para o período de 2026/2027.
Entre os principais pontos acordados está o reajuste salarial de 5,5% sobre os salários vigentes. O auxílio-refeição dos motoristas também terá aumento, passando de R$ 165 para R$ 500 mensais.
Já o auxílio cesta básica será reajustado de R$ 503 para R$ 520 mensais, mantidas as demais condições previstas na convenção coletiva.
O acordo também prevê estabilidade provisória para os trabalhadores que comprovadamente participaram da paralisação realizada nesta quinta-feira. Esses empregados terão a manutenção do emprego assegurada até 4 de outubro de 2026, exceto em casos de dispensa por falta grave, conforme a legislação.
Com o fim do movimento, o SIFRETAM informou que os serviços de transporte especial, fretamento e turismo prestados pelas empresas associadas serão retomados normalmente.
Paralisação
As rotas do transporte especial que atendem o Distrito Industrial amanheceram paralisadas nesta quinta-feira. A mobilização provocou bloqueios em pontos importantes de Manaus, incluindo trechos da Avenida Grande Circular, da rotatória conhecida como “Bola da Suframa” e da “Bola da Samsung”.
A paralisação foi organizada pelo Sindespecial e ocorreu em meio às negociações por reajuste salarial, redução da jornada de trabalho, concessão e aumento do auxílio-alimentação ou lanche e melhorias nas condições de trabalho.
Durante a manhã, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) alertou para os possíveis impactos econômicos da continuidade da paralisação, principalmente no deslocamento dos trabalhadores e no funcionamento das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Segundo a autarquia, a manutenção do movimento poderia provocar a paralisação ou redução de linhas de produção, além de afetar cadeias de suprimentos e o cumprimento de prazos contratuais.
A Suframa informou ainda que havia acionado a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região para adoção de medidas relacionadas à manifestação.
Com o acordo firmado entre as entidades, a paralisação foi oficialmente encerrada ainda nesta quinta-feira.






