Redação Rios
MANAUS (AM) – Uma nova alternativa para o tratamento da malária em crianças começou a ser implantada no Amazonas. Trata-se da tafenoquina pediátrica, medicamento que promete tornar o tratamento mais curto e aumentar as chances de cura completa da doença.
A estratégia é voltada principalmente para casos de malária vivax, um dos tipos mais comuns na região amazônica. Diferente dos tratamentos tradicionais, que exigem vários dias de uso contínuo, a nova medicação reduz o tempo necessário, o que pode melhorar a adesão, especialmente entre o público infantil.
A dificuldade em concluir o tratamento é um dos principais desafios no combate à malária, sobretudo em áreas de difícil acesso. Quando o ciclo medicamentoso não é finalizado corretamente, aumentam as chances de recaída e de continuidade da transmissão da doença.
Além da distribuição do medicamento, profissionais de saúde também estão sendo capacitados para aplicar corretamente o novo protocolo, incluindo a realização de testes específicos antes da administração do remédio, garantindo mais segurança no uso.
A baixa adesão ao tratamento entre crianças ainda é um problema relevante, contribuindo para a manutenção dos casos na região. A expectativa é que, com um esquema mais simples, seja possível reduzir esse cenário e avançar no controle da doença.
Transmitida pela picada do mosquito infectado do gênero Anopheles, a malária continua sendo um dos principais desafios de saúde pública na Amazônia. A adoção de novas abordagens terapêuticas é considerada essencial para reduzir casos e interromper a cadeia de transmissão.
*Com informações da Assessoria






