Redação Rios
MANAUS (AM) – Após o preço da gasolina em Manaus subir cerca de R$ 0,60 nos últimos 15 dias, atingindo média de R$ 7,59 por litro e chegando a R$ 7,79 em alguns postos, a Refinaria da Amazônia (Ream) afirmou, por meio de nota, que não atua de forma isolada na definição dos preços.
A empresa, segundo a nota, é responsável por 30% do combustível vendido na cidade, enquanto o restante depende de outras companhias, como a Petrobras, importadores e operadores logísticos.
A refinaria destacou que o aumento dos preços está ligado a fatores globais, como a escalada dos conflitos no Oriente Médio, a menor oferta de petróleo e a volatilidade dos mercados internacionais de combustíveis. Entre 28 de fevereiro e 18 de março de 2026, a gasolina e o diesel subiram, respectivamente, 36% e 65% no mercado internacional, enquanto o barril de petróleo passou de 73 para 110 dólares.

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Além disso, a Ream explicou que suas unidades de destilação atmosférica, construídas na década de 1950, não produzem diretamente gasolina e diesel S-10 e S-500. Para atender às especificações exigidas pela legislação brasileira, a refinaria precisa importar insumos derivados de petróleo e combiná-los com a produção local. Custos de frete, seguro e internalização também impactam o preço final.
“Os preços aplicados aos distribuidores seguem a lógica de paridade de importação, refletindo os custos internacionais e garantindo a reposição de estoques e a manutenção segura do abastecimento. Preços fora do padrão internacional poderiam comprometer a operação e a oferta regular ao mercado”, explicou a refinaria.
A Ream reafirmou que o recente aumento da gasolina em Manaus é resultado de fatores externos e da dinâmica do mercado, e não de ações isoladas da empresa.






