Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após dois dias de paralisação do transporte coletivo em Manaus, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou, nesta quarta-feira, 22/7, que a greve dos rodoviários chegou ao fim após um acordo firmado entre o sindicato da categoria e as empresas do setor. Com isso, os ônibus voltam a circular normalmente na capital amazonense.
A paralisação teve início na segunda-feira, 20, e afetou milhares de usuários do transporte público, reduzindo a frota em circulação e provocando atrasos, longas filas e superlotação nos pontos de ônibus.
Durante o movimento, a Justiça do Trabalho determinou a manutenção de parte da frota para garantir o funcionamento do serviço, considerado essencial.

Acordo põe fim à greve
Em nota ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o Sinetram informou que a greve foi encerrada após o anúncio do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira. Segundo a entidade, depois de intensas rodadas de negociação entre representantes da categoria e das empresas, a proposta final foi aceita pelos trabalhadores, contemplando as principais reivindicações, entre elas a regularização dos salários e benefícios que estavam pendentes.
“Chegamos a um acordo que atende às garantias essenciais da nossa categoria. O compromisso firmado é claro: o pagamento de todos os trabalhadores será efetuado hoje mesmo, nesta quarta-feira, dia 22”, declarou Givancir Oliveira.
Com o fim da paralisação, a expectativa é que 100% da frota de ônibus retorne gradualmente às ruas ao longo desta quarta-feira, normalizando o atendimento aos passageiros em todas as zonas de Manaus.

Repasse à categoria
O Governo do Estado do Amazonas informou que repassou R$ 18 milhões ao Sinetram para custear a meia-passagem dos estudantes da rede estadual entre fevereiro e julho de 2026. O pagamento ocorreu em meio ao impasse com a Prefeitura de Manaus sobre o financiamento do Passe Livre Estudantil.
O prefeito de Manaus, Renato Junior, havia acusado o Governo do Estado de não realizar os repasses referentes a este ano. Já o Sinetram afirma que a dívida total relacionada ao benefício chega a R$ 90 milhões.






