Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O diretório estadual do MDB Amazonas, liderado pelo senador Eduardo Braga, protocolou um requerimento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) para obter acesso aos dados da pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel. O objetivo da legenda é realizar uma auditoria para comprovar a fidelidade do levantamento.
Divulgado recentemente, o estudo apontou o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) na liderança da corrida ao Senado com 24% das intenções de voto, seguido por Eduardo Braga (MDB), que registrou 19,3%.
O levantamento também aponta a pré-candidata Professora Maria do Carmo (PL) na liderança das intenções de voto para o Governo do Amazonas, com 41,8%. Ela é seguida de perto pelo senador Omar Aziz (PSD), que registra 40,4%, configurando um cenário de empate técnico dentro da margem de erro. Mais distantes, aparecem David Almeida (Avante), com 9,9%, e Tadeu de Souza (PP), que soma 1%.
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A ação fundamenta-se no direito de fiscalização assegurado pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).
O partido busca confrontar os dados publicados após a pesquisa produzir “imediata e relevante repercussão no cenário político do Estado do Amazonas” e cita a possibilidade do levantamento para “influenciar o eleitorado”.

Questionamentos sobre a coleta digital
O principal ponto de atenção do MDB é a metodologia utilizada. Diferente de levantamentos presenciais, a AtlasIntel realizou a coleta de dados exclusivamente via internet, com 1.138 entrevistados.
No processo, o partido argumenta que o modelo corre risco de imprecisões, especialmente quanto à “autenticidade dos respondentes” e à “prevenção de respostas duplicadas ou automatizadas”. Para a sigla, a auditoria é indispensável para verificar a validade da amostra.

Trecho extraído do processo
Pedidos à Justiça
O MDB solicita que a empresa disponibilize, no prazo de dois dias úteis, o acesso aos logs técnicos, mecanismos antifraude e relatórios de auditoria interna. O requerimento também enfatiza a necessidade de conferir o banco de dados bruto.
“Embora o registro declare que são ‘checados manualmente no mínimo 15% dos questionários’, a pesquisa foi integralmente realizada por meios eletrônicos, o que torna imprescindível o acesso aos logs técnicos, mecanismos antifraude e ao banco de dados bruto das respostas”, diz o processo.
O pedido segue agora para análise da Corte Eleitoral para julgamento do mérito.
Contexto da Pesquisa
Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AM-06921/2026 , o levantamento foi realizado entre 10 e 15 de março de 2026. Além de Alberto Neto e Eduardo Braga, o estudo trouxe Plínio Valério (PSDB) com 17,4% e Marcelo Ramos com 15,3%. O trabalho custou R$ 75 mil, pagos com recursos próprios do instituto.






