Kataryen Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Amor, desafios e resiliência fazem parte da rotina de milhares de mulheres que vivenciam a maternidade atípica no Brasil. Neste especial de Dia das Mães, celebrado neste domingo, 10/5, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS destaca histórias que revelam a força de mães que enfrentam diariamente obstáculos emocionais, financeiros e estruturais para garantir qualidade de vida e desenvolvimento aos filhos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 16,8 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais.
Nesse contexto, o papel das mães ganha ainda mais relevância. Levantamento realizado pelo Datafolha, em 2024, aponta que, para 69% dos brasileiros, são elas as principais responsáveis pelos cuidados com os filhos recém-nascidos.

Aos 23 anos, Fernanda Oliveira conhece de perto essa realidade. Ela se tornou mãe aos 19 anos e conta que a descoberta da maternidade veio acompanhada do diagnóstico do filho, Léo, mudando completamente sua rotina e seus planos.
“Eu fui mãe aos 19 anos. Não foi uma gravidez planejada. E, quando concebi o Léo, descobri que seria uma mãe atípica. Quando você recebe o diagnóstico, existe um luto pouco falado. Muitas mães se isolam e precisam raciocinar muito rápido sobre o que fazer, como lidar e como oferecer a criação adequada para o filho”, relatou.
Rotina marcada por desafios
Além do impacto emocional, Fernanda enfrenta dificuldades constantes para garantir acesso às terapias necessárias para o desenvolvimento do filho. Segundo ela, os entraves com o plano de saúde se tornaram parte da rotina.
“Meu maior sonho é conseguir pagar todas as terapias do meu filho no particular. O plano de saúde é um descaso e eu vivo tendo dor de cabeça com isso”, afirmou.

A jovem mãe relata que, muitas vezes, precisa escolher entre tratamentos essenciais por não conseguir custear todas as terapias indicadas.
“Eles oferecem qualquer terapia, como se estivéssemos ali para perder tempo. Mas cada hora que meu filho deixa de ser atendido da forma correta impacta diretamente no desenvolvimento dele. Eu preciso escolher entre as terapias que ele necessita para conseguir pagar sessões de fisioterapia e fonoaudiologia”, ressaltou.
Histórias como a de Fernanda mostram que, por trás das dificuldades, existem mães que transformam amor em coragem diariamente, enfrentando desafios em busca de desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida para os filhos.






