Redação Rios
MANAUS (AM) – Manaus voltou a amanhecer com fumaça nesta sexta-feira, 9/10, e registrou, pelo segundo dia consecutivo, a pior qualidade do ar entre as cidades brasileiras listadas no ranking de monitoramento em tempo real.
A capital amazonense atingiu índice AQI⁺ US de 235, acima dos valores registrados em cidades de outros países, como Singapura, Kuala Lumpur e Kolkata.
Diante do cenário, um alerta de risco severo para a qualidade do ar, atribuído à Defesa Civil, recomendou que a população use máscara ao sair de casa e evite a exposição à fumaça.
“Use máscara ao sair de casa e evite exposição à fumaça. Siga as orientações da defesa civil local”, diz a notificação recebida no celular.

Índice indica risco à saúde
O índice AQI⁺ US utiliza uma escala norte-americana para indicar a qualidade do ar. A pontuação de 235 registrada em Manaus está na faixa de 201 a 300, classificada como muito prejudicial à saúde.
Nessa categoria, toda a população pode sofrer efeitos da poluição, com riscos maiores para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Manaus fica à frente de outras cidades

No ranking divulgado nesta sexta-feira, Rio Branco (AC) aparece na segunda posição, com índice 78, seguida por Campinas (SP), com 75; São Paulo (SP), com 70; e São José do Rio Preto (SP), com 60.

Brasília (DF), com 57; Belém (PA), com 44; Camaçari (BA), com 43; Cabedelo (PB), com 28; e Recife (PE), com 22, completam a lista das dez cidades.
O índice registrado em Manaus é quase três vezes superior ao de Rio Branco, segunda colocada no levantamento apresentado.
Capital também supera cidades do ranking global

No ranking global referente ao período das 7h às 8h desta sexta-feira, Singapura aparece na primeira posição, com índice AQI⁺ US de 195. Em seguida estão Kolkata, na Índia, com 184; Kuala Lumpur, na Malásia, com 183; Chengdu, na China, com 160; e Dhaka, em Bangladesh, com 158.
O índice de 235 registrado em Manaus também supera os valores das cidades que aparecem nas primeiras posições do levantamento global apresentado.
Mapa mostra concentração de partículas

Dados exibidos no mapa do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) apontam concentrações variadas de material particulado fino (MP2,5) em diferentes pontos de Manaus. Entre os valores visíveis estão 155,9 e 162 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
As partículas MP2,5 são pequenas o suficiente para penetrar profundamente nos pulmões e podem agravar problemas respiratórios e cardiovasculares.
O AQI⁺ US e a concentração de MP2,5 são indicadores diferentes: o primeiro é uma pontuação de qualidade do ar, enquanto o segundo mede a quantidade de partículas em determinado volume de ar.

Os dados apresentados não permitem determinar, isoladamente, a origem da fumaça observada nesta sexta-feira. No entanto, o mapa do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) registra diversos focos de incêndio nas proximidades de Manaus.






