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Home Política

‘Insegurança jurídica’: políticos do AM criticam atuação do TCU no caso Banco Master

O banco foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025

8 de janeiro de 2026
em Política
Tempo de leitura: 5 min
Banco master

Fachada do Banco Master em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)

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Júlio Gadelha – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de confirmar uma inspeção no Banco Central sobre a liquidação do Banco Master provocou reação de parlamentares do Amazonas, que defendem a manutenção da medida adotada pela autoridade monetária e alertam para riscos ao sistema financeiro.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, após a identificação de má gestão, práticas irregulares e incapacidade de honrar compromissos financeiros.

A intervenção ocorreu em meio à Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos falsos e aponta até R$ 12 bilhões em ativos fraudulentos. Na véspera da liquidação, o CEO do banco, Daniel Vorcaro, foi preso ao tentar embarcar para Dubai.

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Para o deputado federal Pauderney Avelino (União Brasil), a atuação do Banco Central foi técnica e necessária. Segundo ele, o TCU pode fiscalizar o uso de recursos públicos, mas não rever decisões regulatórias. “O TCU não pode substituir o juízo técnico do Banco Central nem interferir na sua autonomia”, afirmou.

Leia também: Bolsonaro passa por exames em hospital em Brasília após sofrer queda na Superintendência da PF

Pauderney alertou ainda que qualquer tentativa de reverter a liquidação “gera insegurança jurídica” e classificou o caso como “o maior escândalo financeiro de todos os tempos no Brasil”.

O deputado federal Sidney Leite (PSD) também criticou a iniciativa do TCU e afirmou que o problema do Banco Master já era conhecido. “O que se assiste no Banco Master já vinha sendo noticiado pela imprensa há um bom tempo”, disse.

Para ele, investigar a decisão do Banco Central fragiliza o sistema financeiro e pode prejudicar aposentados e pensionistas. Sidney defendeu apuração profunda, mas sem enfraquecer a atuação do BC.

Já o senador Plínio Valério (PSDB) foi direto ao criticar a atuação do TCU. “Todos nós temos que preservar a autonomia do Banco Central”, declarou. Para ele, a inspeção representa uma “intromissão indevida” e pode enfraquecer uma instituição que, segundo afirmou, “prestou um grande serviço à nação”.

Em pronunciamento, deputado Pauderney Avelino do União Brasil – (Foto: Pedro França/Agência Câmara)
Deputado Sidney Leite do PSD – (Foto: Reprodução/Agência Câmara)
Senador Plínio Valério do PSDB – (Foto: Reprodução/Agência Senado

Entenda o caso

O relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, determinou na segunda-feira, 5, a inspeção após considerar insuficientes as informações enviadas pelo Banco Central. Apesar disso, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, afirmou que uma eventual reversão da liquidação só poderia ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não pela Corte de Contas.

As investigações apontam que o Banco Master usava um esquema de “limpeza contábil” com a Reag Trust
Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, investigada por lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O mecanismo era simples: o Master aportava dinheiro em fundos estruturados pela Reag, que depois compravam ativos ruins do próprio banco. Na prática, era como trocar débitos problemáticos por papéis que pareciam saudáveis.

O modelo teria ocultado um rombo bilionário e elevado artificialmente os indicadores do banco, ampliando o impacto do caso no sistema financeiro nacional.

Tags: AmazonasBanco CentralTribunal de Contas

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