Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Funcionários dos hospitais e prontos-socorros Dr. João Lúcio Pereira Machado e da Criança Zona Leste (Joãozinho), em Manaus, denunciaram atraso no pagamento de salários e relataram pressão para não expor a situação. As denúncias foram encaminhadas ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS nesta quarta-feira, 15/7.
Segundo os trabalhadores, a empresa terceirizada RDS Prestação de Serviços, responsável pelo fornecimento de mão de obra e serviços gerais nas unidades, não teria realizado os pagamentos dos funcionários. Os hospitais são administrados pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS).
Profissionais que atuam nas unidades afirmam estar há um mês sem receber os salários. Os trabalhadores, que preferiram não se identificar por medo de represálias, relatam que o atraso tem causado dificuldades para cumprir despesas básicas, como aluguel e compra de itens essenciais.

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Funcionários relatam pressão
De acordo com as denúncias, trabalhadores que cobram a regularização dos pagamentos ou tentam divulgar a situação estariam sendo pressionados a permanecer em silêncio e seguir trabalhando normalmente.
“Os funcionários, tanto do João Lúcio como do Joãozinho, estão sendo coagidos para não falar. Eles estão reivindicando o pagamento, que está quase com um mês de atraso e ainda não foi realizado”, relatou uma funcionária, que pediu anonimato.
Outro trabalhador afirmou que o medo de represálias tem dificultado novas manifestações sobre o problema. Segundo os relatos, algumas lideranças das unidades teriam ameaçado elaborar relatórios que poderiam resultar em demissões caso os funcionários procurassem a imprensa ou divulgassem a situação.
Dificuldades financeiras
Os funcionários afirmam que o atraso nos salários tem afetado diretamente a rotina das famílias. Segundo os relatos, alguns profissionais enfrentam dificuldades para pagar aluguel, comprar gás de cozinha e manter outras despesas básicas.
“Tem pai de família sem gás, sem nada. A gente sai de casa, arrisca a vida trabalhando e chega no dia do pagamento sem receber”, disse uma funcionária, que também não quis se identificar.
Segundo os denunciantes, o receio aumentou após demissões de trabalhadores que, conforme os relatos, teriam ocorrido após acusações consideradas injustas pelos funcionários.
Manifestação
Imagens encaminhadas ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS mostram trabalhadores reunidos em frente às unidades, nesta quarta-feira, para cobrar a regularização dos pagamentos. Os funcionários pedem que o caso seja divulgado e apurado pelos órgãos responsáveis.
Protesto do sindicato
O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde Privada, em Estabelecimentos Públicos e Privados do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM) denunciou, nessa terça-feira, 14, uma série de irregularidades envolvendo trabalhadores terceirizados da saúde e realizou uma paralisação em frente ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado.
Durante o ato, a presidente do Sindpriv-AM, a enfermeira Graciete Mouzinho, afirmou que os trabalhadores enfrentam atrasos salariais e dificuldades para manter o sustento das famílias. Segundo ela, muitos funcionários estão há meses sem receber os salários.
Empresas são procuradas
O riosdenoticias.com.br solicitou posicionamento da RDS Prestação de Serviços, empresa apontada pelos trabalhadores como responsável pelo vínculo e pagamento dos profissionais; do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), responsável pela administração das unidades; e da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).
Até a publicação desta matéria, não houve retorno dos órgãos e empresas citados. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.






