Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde Privada, em Estabelecimentos Públicos e Privados do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM) denunciou, nesta terça-feira, 14/7, uma série de irregularidades envolvendo trabalhadores terceirizados da saúde e realizou uma paralisação em frente ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado, na avenida Cosme Ferreira, bairro Coroado, zona Leste de Manaus.
Durante o ato, a presidente do Sindpriv-AM, a enfermeira Graciete Mouzinho, afirmou que os trabalhadores enfrentam atrasos salariais e dificuldades para manter o sustento das famílias. Segundo ela, muitos funcionários estão há meses sem receber os salários.
“Os trabalhadores estão há dois meses sem receber, o que tem causado dificuldades como atraso no aluguel, corte de água e energia, falta de gás e de alimentos. Os funcionários da higienização foram ameaçados de demissão por justa causa após aderirem à paralisação”, denunciou a presidente, classificando a prática como ilegal e antissindical.
O sindicato também cobra uma resposta imediata da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e o pagamento dos salários em atraso. Também pede que o Ministério Público do Estado do Amazonas, o Ministério Público Federal e os órgãos de fiscalização do trabalho investiguem as denúncias de assédio, sobrecarga de trabalho e possíveis irregularidades nos contratos.
“As empresas assumem contratos sem condições de honrar a folha de pagamento e acabam humilhando os trabalhadores. O sindicato não aceitará retaliações contra os funcionários que participaram da paralisação. Se houver demissões ou qualquer tipo de perseguição, nosso jurídico vai tomar as providências cabíveis.”, diz Graciete Mouzinho.
Precarização das relações de trabalho
A presidente também afirmou que os problemas se repetem sempre que novas empresas assumem os contratos da saúde pública, o que, segundo ela, contribui para a precarização das relações de trabalho.
Por fim, o Sindpriv-AM cobrou providências do governador Roberto Cidade e da Secretaria de Estado de Saúde para fiscalizar os contratos e garantir o pagamento dos salários, além de assegurar condições dignas de trabalho aos profissionais da saúde.
O Portal Rios de Notícias solicitou posicionamento do Governo do Amazonas e da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação da pasta.






