Kataryne Dias – Rios de Notícias
PARINTINS (AM) – Moradores de Parintins, no interior do Amazonas, enfrentam há pelo menos 25 dias os impactos da fumaça provocada pelas queimadas na região. Na noite de sexta-feira 6/11, a situação se agravou, quando uma densa camada de fumaça cobriu o município e elevou a poluição do ar a níveis extremos.
O jornalista Keynes Breves, da Rádio Rios FM em Parintins, descreveu, diretamente da ilha, as dificuldades enfrentadas pela população. Segundo ele, a fumaça tomou conta da cidade, levando comerciantes a fechar lanchonetes e outros estabelecimentos. Moradores também relataram problemas para respirar e dormir durante a noite.
“O povo parintinense realmente ficou muito sufocado, muita gente não conseguiu dormir, por conta da presença dessa fumaça densa que você pode ver nas imagens aqui”, relatou o jornalista.
Além dos incêndios registrados nas proximidades de Parintins, a poluição também é transportada de cidades paraenses, como Santarém, Juruti e Alenquer, onde há registros de focos de calor.
Poluição do ar chega a níveis extremos
O agravamento da qualidade do ar também foi registrado por plataformas de monitoramento ambiental, como Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e IQAir.
Dados do sistema QualiAr, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apontaram que a concentração de partículas finas (PM2,5) chegou a 1.620 microgramas por metro cúbico (µg/m³) por volta das 22h. O indicador recebeu classificação 5, considerada péssima.
A média das últimas 24 horas também apresentava um cenário preocupante, com concentração de 241 µg/m³.
A previsão do sistema indicava uma possível piora nas horas seguintes, com estimativa de que os níveis de partículas finas poderiam alcançar 1.876 µg/m³ em uma hora e 2.027 µg/m³ em três horas, mantendo a classificação péssima.
Aeronaves reforçam combate aos incêndios
Diante do avanço das queimadas, aeronaves de diferentes órgãos passaram a atuar nas operações de combate ao fogo na região.
Cerca de três aeronaves vinculadas ao Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já estavam em operação.
O trabalho também conta com uma aeronave da Defesa Civil do Amazonas e um avião Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB).
O aeroporto Júlio Belém, em Parintins, está sendo utilizado como base de apoio para as operações, que concentram esforços na região da Vila Amazônia.






