Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – As ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas já resultaram na extinção de 392 focos de queimadas, na aplicação de mais de R$ 3,8 milhões em multas e no embargo de 340 hectares de áreas. O balanço foi divulgado na tarde desta sexta-feira, 6/11, pelo superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado, Joel Araújo, por meio das redes sociais.
Além das multas, as equipes do Ibama e do Prevfogo lavraram 40 autos de infração e apreenderam mais de 50 equipamentos utilizados em atividades de desmatamento e outras práticas ambientais irregulares. Entre os materiais recolhidos estão tratores, caminhões, motosserras e diferentes tipos de maquinário.
Apesar dos resultados, o cenário ainda exige atenção em algumas regiões do estado. Segundo Joel Araújo, houve redução dos focos de incêndio e da fumaça na Região Metropolitana de Manaus, mas o problema continua persistente no Baixo Amazonas.
O superintendente ressaltou que, embora os indicadores tenham apresentado melhora na região da capital, as equipes continuam mobilizadas para enfrentar as ocorrências no interior.
Reforço nas equipes e equipamentos
Para ampliar a capacidade de resposta às queimadas, aproximadamente 20 novos brigadistas chegaram ao Amazonas nesta sexta-feira, 6, acompanhados de duas viaturas.
A estrutura operacional também conta com quatro aeronaves empregadas nas ações de combate aos incêndios florestais.
Joel Araújo destacou ainda a colaboração das prefeituras de Manaus, Itacoatiara e Parintins, que auxiliam as operações com o fornecimento de água utilizada no abastecimento das aeronaves.
O trabalho integrado envolve também o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e grupos de voluntários, que atuam no enfrentamento dos incêndios e na redução da fumaça que atinge a capital e municípios do interior.
Mesmo com a diminuição das ocorrências na Região Metropolitana, o Ibama mantém as operações, especialmente nas áreas do Baixo Amazonas, onde os focos de incêndio continuam sendo motivo de preocupação.






