Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma festa realizada no terraço de um shopping localizado na Avenida Djalma Batista, bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus, causou reclamações de moradores na madrugada deste domingo, 12/10. A principal queixa foi relacionada à poluição sonora, causada por som em volume elevado durante a madrugada.
A moradora Sílvia Elaine Moreira publicou vídeos nas redes sociais denunciando o barulho. Segundo ela, o som alto impediu o descanso de diversas famílias que residem nas proximidades do shopping.
“O som estava em volume insuportável, impedindo o sono de todos na vizinhança”, afirmou em uma das postagens.
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A situação ganhou ampla repercussão nas redes sociais, com internautas questionando a atuação dos órgãos de fiscalização e apontando suspeitas de impunidade em regiões de maior poder aquisitivo.
Entre os comentários mais destacados estavam críticas ao que foi considerado um “dois pesos, duas medidas” na aplicação da lei. “Fazem porque têm a certeza da impunidade. Manaus é uma terra sem lei que só funciona para o pobre”, escreveu um internauta. Outro comentou: “Ainda dizem que pobre não tem cultura. Olha o que acontece em bairro nobre”.
Outros relatos reforçaram a sensação de abandono em relação à fiscalização de estabelecimentos noturnos. “Desde fevereiro não consigo ter uma noite de sono por causa de uma adega aqui perto. Ninguém fiscaliza nada”.
O que diz o shopping
Procurado pela reportagem, o Plaza Shopping afirmou, por meio de nota, que os eventos realizados em seu rooftop seguem todas as normas legais e passam por vistorias e autorizações dos órgãos competentes, como a Prefeitura de Manaus, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).
“O empreendimento esclarece que os eventos realizados no rooftop têm como objetivo valorizar a cultura local, criar oportunidades para artistas e contribuir para o fortalecimento da economia criativa amazonense”, diz o comunicado.
O shopping também ressaltou que reconhece a importância do diálogo com a comunidade e que está aberto a ouvir sugestões dos moradores das proximidades para “aprimorar continuamente suas práticas”.






