Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Estudantes realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira, 4/11, em frente à Escola Estadual de Tempo Integral Áurea Pinheiro Braga, na avenida Brasil, bairro Compensa, zona Oeste de Manaus.
O protesto foi motivado pela suspensão da emissão de novos créditos do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual de ensino.
A medida foi anunciada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que atribui a interrupção a uma dívida de R$ 279 milhões do Governo do Amazonas com o sistema de transporte coletivo.
O sindicato aponta a falta de repasses do Executivo estadual como justificativa para a suspensão. Em contrapartida, o Governo do Amazonas afirma estar em dia com os pagamentos referentes a 2026 e informou que pretende contestar a decisão na Justiça.

O universitário e presidente da União dos Estudantes Secundaristas do Estado do Amazonas (UESA), Gabriel Tavares, afirmou que os estudantes enfrentaram dificuldades para organizar a mobilização. Segundo ele, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) teria orientado coordenadorias e diretores a fecharem as escolas e impedirem a saída dos alunos.
“Mesmo com tantos impasses para os estudantes virem se manifestar, com a Secretaria de Educação mandando suas coordenadorias e seus diretores fecharem as escolas, isso mesmo que você está ouvindo, e prenderem os estudantes dentro das escolas. Nós estamos aqui, vamos realizar nosso ato pela permanência do Passe Livre. O governador quer cortar o Passe Livre, quer cortar tudo dos estudantes”, declarou Gabriel.
O representante estudantil também destacou a importância do benefício para os alunos da capital, que dependem do transporte coletivo para chegar às unidades de ensino.

Já o universitário Ricardo Silva, representante do movimento estudantil, afirmou que a manifestação também cobra a retomada do Passe Livre Universitário e a regularização da merenda escolar nas unidades de ensino da capital e do interior do Amazonas.
Segundo Ricardo, a suspensão do benefício prejudica o acesso e a permanência dos estudantes nas escolas e universidades. Ele classificou a medida como um “crime contra os estudantes” e afirmou que os alunos não devem ser prejudicados pelo impasse entre as empresas de transporte e o Governo do Estado.
“Mas o que existe hoje é um crime contra os estudantes, contra os filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso estado. Isso impede que os estudantes entrem e permaneçam na escola. Estão colocando os estudantes no meio de uma disputa entre os empresários e o governo do estado, e a gente não é moeda de troca. Os empresários precisam respeitar os estudantes e não podem mais cortar nada”, declarou.
O representante também ressaltou que as dificuldades de acesso à educação são ainda maiores no interior do estado, onde estudantes enfrentam problemas relacionados ao transporte e à falta de assistência.
Governo é procurado
O Portal Rios de Notícias procurou o Governo do Amazonas para solicitar um posicionamento sobre as reivindicações dos estudantes e as denúncias apresentadas durante a manifestação. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.






