Redação Rios
Uma enchente repentina atingiu a região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, na manhã desta quarta-feira, 26/8, deixando pelo menos 95 mortos e 93 feridos no lado nepalês, segundo autoridades locais.
Entre os desaparecidos estão quase 400 viajantes, sendo 291 estrangeiros e 93 nepaleses, de acordo com o Conselho de Turismo do Nepal.
A lista preliminar de estrangeiros desaparecidos inclui 142 indianos, 17 malaios, 12 britânicos, quatro sul-africanos, três americanos, um australiano e um holandês. Outras 111 pessoas ainda não tiveram a nacionalidade confirmada.
Segundo as autoridades, a maioria dos viajantes seguia em direção ao Kailash Mansarovar, no Tibete. A região atingida também dá acesso ao Parque Nacional de Langtang e ao lago sagrado de Gosainkunda.
Brasileiros
Ainda não há informações sobre a presença de brasileiros entre os mortos, feridos ou desaparecidos.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) foi procurado para informar se há brasileiros entre as vítimas, mas não havia respondido até a publicação desta reportagem.
A mídia estatal chinesa CCTV também relatou “grandes perdas de vidas” no lado tibetano da fronteira, região controlada pela China.
O que causou a enchente
Segundo o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, informações indicam que um terremoto atingiu a região por volta das 8h37, no horário local, e provocou uma avalanche, que teria desencadeado as enchentes repentinas.
Khanal afirmou ao Parlamento que as informações ainda estão sendo verificadas.
Os distritos de Rasuwa e Nuwakot foram os mais afetados. Estradas, pontes, redes de comunicação e estruturas de geração de energia foram danificadas, incluindo o projeto hidrelétrico de Trishuli.
Entre os desaparecidos estão 26 policiais, nove policiais militares e 44 militares, além de funcionários da alfândega e da imigração.
As equipes de emergência continuam as buscas por desaparecidos e o atendimento às vítimas.
China reforça buscas no Tibete
O presidente da China, Xi Jinping, determinou, nesta quarta-feira, um esforço máximo nas operações de busca e resgate de pessoas desaparecidas após o deslizamento que atingiu a região de Gyirong, no Tibete.
Xi também pediu o reforço do monitoramento e dos sistemas de alerta antecipado para reduzir os riscos de novos desastres. As autoridades chinesas mobilizaram equipes de emergência, veículos, cães de busca e equipamentos para atuar na região afetada.
O governo chinês informou que também trabalha na retirada de moradores que estejam em áreas de risco e no atendimento médico aos feridos. As operações de busca e resgate seguem em andamento.






