Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Trabalhadores dos serviços notariais e de registro do Amazonas realizaram, na manhã desta quinta-feira, 27/8, uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), na Avenida André Araújo, zona Centro-Sul de Manaus. O grupo cobra respostas sobre demissões e o pagamento de direitos trabalhistas.
Segundo os manifestantes, cerca de 50 funcionários foram desligados após intervenções no Cartório de 6º Ofício de Registro de Imóveis sem receber esclarecimentos sobre os motivos das demissões. Eles também denunciam atrasos em salários, FGTS e INSS, além de pendências nas carteiras de trabalho.

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Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a ex-servidora Ana Simões afirmou que os trabalhadores estão há mais de dois meses sem uma definição sobre a situação.
“O motivo até então nós não sabemos, quem determinou foi o corregedor. Já fazem mais de dois meses e estamos sendo extremamente prejudicados. O que foi dito, a princípio, é que nossos direitos seriam assegurados, e não foi isso que aconteceu. Simplesmente chegamos ao trabalho e fomos surpreendidos verbalmente”, relatou.
Segundo Ana, os trabalhadores continuam com pendências trabalhistas. “Estamos com FGTS atrasado, INSS atrasado, salários atrasados, e a nossa carteira de trabalho continua vigente, continua em aberto”, afirmou.

Trabalhadores relatam irregularidades
A ex-servidora Beatriz Lopes afirmou que a mobilização também busca reivindicar os direitos dos funcionários desligados. Segundo ela, os trabalhadores teriam sofrido ameaças e retaliações após denunciarem suspeitas de irregularidades na administração do cartório.
“Após denunciarmos as irregularidades que estavam sendo cometidas dentro do cartório, como o processamento de pagamentos e o recebimento de documentações indevidas, os colaboradores que não aceitaram essas práticas foram desligados”, relatou.

Beatriz também afirmou que os desligamentos ocorreram por determinação do corregedor-geral de Justiça do Amazonas e que, até o momento, os valores trabalhistas não teriam sido pagos nem as carteiras de trabalho regularizadas.
Os trabalhadores também cobram esclarecimentos sobre a possibilidade de manutenção dos empregos e afirmam que não receberam uma justificativa clara para os desligamentos.
Cobrança ao TJAM
Durante o protesto, os manifestantes cobraram do TJAM uma definição sobre o futuro dos profissionais e a regularização das pendências trabalhistas.
Segundo o grupo, a falta de pagamento tem afetado diretamente as famílias dos trabalhadores, que relatam dificuldades para arcar com despesas básicas, como aluguel e cuidados de saúde.
Os ex-funcionários também pedem a regularização das carteiras de trabalho e o pagamento dos valores que afirmam estar pendentes.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS buscou um posicionamento do Tribunal de Justiça do Amazonas sobre as denúncias e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.






