Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A educação inclusiva ganha novas possibilidades quando o conhecimento se transforma em instrumento de comunicação, acessibilidade e cidadania. Essa é a proposta da educadora e escritora Fabiana Ferreira, autora do livro Libras: Mãos que Falam, uma obra voltada à divulgação da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e à aproximação entre pessoas surdas e ouvintes.
Com uma abordagem didática e lúdica, o livro reúne conteúdos básicos para quem deseja dar os primeiros passos no aprendizado da Libras. Entre os temas abordados estão o alfabeto manual, os números, os dias da semana, as estações do ano e a conversação básica, além de informações sobre a origem da língua e a legislação relacionada à comunidade surda.
Mais do que um material de consulta, a publicação busca contribuir para a redução das barreiras de comunicação e estimular o interesse pela língua de sinais. A proposta é mostrar que a inclusão também começa nas relações cotidianas, quando as pessoas passam a conhecer e respeitar diferentes formas de comunicação.
A relação de Fabiana com a Língua Brasileira de Sinais começou em 2015, após um convite de uma amiga para participar de um curso. O que inicialmente seria apenas uma experiência de aprendizado acabou se transformando em um projeto de vida.
“Fui e fiquei encantada com as inúmeras possibilidades que Libras oferece. Concluí todas as etapas do curso e comecei minhas pesquisas para a elaboração da obra literária Libras: Mãos que Falam”, conta a educadora.
A publicação nasceu da experiência de formação da autora e do desejo de compartilhar o conhecimento adquirido. O resultado é um guia introdutório que procura facilitar o primeiro contato dos leitores com a língua de sinais, apresentando recursos para que possam conhecer e experimentar novas formas de comunicação.

Libras nas escolas: caminho para uma sociedade mais inclusiva
Um dos desafios apontados por Fabiana é a falta de conhecimento da população sobre a Língua Brasileira de Sinais. Para ela, ampliar o acesso ao ensino da Libras é fundamental para aproximar a comunidade surda da sociedade e reduzir as dificuldades de comunicação.
Ao abordar a possibilidade de inclusão da disciplina no currículo escolar, a educadora demonstra otimismo com os avanços nessa área.
“Já foi aprovado para que esta matéria se torne curricular; creio que em 2028 começará a ser exigida e as instituições de ensino irão colocar em prática. Só no Amazonas temos mais de 100 mil surdos, segundo fontes do IBGE. Portanto, é imprescindível difundir este conhecimento. Desta forma, a comunidade surda terá a oportunidade de se sentir acolhida na sociedade”, afirma.
A autora defende que o contato com a Libras desde os primeiros anos escolares pode contribuir para formar cidadãos mais conscientes sobre a diversidade linguística e a importância da inclusão. A aprendizagem da língua de sinais também pode ajudar a construir ambientes mais acessíveis, tanto nas escolas quanto em outros espaços de convivência.
Libras: Mãos que Falam
O livro Libras: Mãos que Falam foi desenvolvido como um guia introdutório e lúdico para quem deseja começar a aprender a língua de sinais. A obra reúne conteúdos sobre a origem da Libras, aspectos da legislação, datilologia (alfabeto manual), números, dias da semana, estações do ano e conversação básica.
Com proposta pedagógica, o material também pode ser utilizado em atividades educativas, no ambiente familiar e em experiências de aprendizagem coletiva.
Para quem deseja conhecer a publicação e iniciar o aprendizado da Língua Brasileira de Sinais, o livro está disponível em diferentes pontos de venda. Em Manaus, pode ser encontrado na Livraria Valler, editora responsável pela publicação, na Livraria Paulinas e no Núcleo do Reforço.
A obra também está disponível para compra pela internet, por meio da Amazon e do Clube de Autores.






