Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A estreia do documentário “Zico, o Samurai de Quintino” chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 30/4, e revisita a trajetória de um dos maiores ídolos da história do Flamengo, que marcou gerações de torcedores no Brasil e no mundo.
Dirigido por João Wainer, o longa resgata a vida de Arthur Antunes Coimbra, o Zico, com imagens raras, registros de arquivo e bastidores inéditos da carreira do eterno camisa 10.
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Em Manaus, a exibição teve clima de celebração entre torcedores da Raça Rubro-Negra. O diretor da organizada na capital, Lavor Neto, destacou a dimensão do ídolo para o clube.
“Ele é o ídolo maior do Flamengo. Eu vi o Zico jogar, cheguei a ver jogos na década de 80. Ele é um exemplo de jogador, nosso maior ídolo, com toda certeza”, afirmou. Ele também ressaltou a mobilização na capital amazonense: “A gente fechou uma sala com 260 pessoas na estreia do filme. Acho que, depois do Rio, Manaus deve ter um dos maiores públicos do Brasil. Isso só mostra a importância do Zico para nós, torcedores”, disse.
A produção, com 1h43 de duração, acompanha desde a infância em Quintino, no subúrbio do Rio de Janeiro, até o auge no Flamengo, passando pela Seleção Brasileira e pela passagem pelo futebol japonês.
O documentário também reúne depoimentos do próprio Zico, de familiares e de nomes como Júnior, Carpegiani, Carlos Alberto Parreira, Ronaldo Fenômeno e José Carlos Araújo, compondo um retrato amplo do ex-jogador dentro e fora de campo.
Ídolo que une gerações
A história do “Galinho de Quintino” também aparece como elo entre gerações de torcedores rubro-negros. A torcedora Michele Oliveira contou que a paixão pelo clube nasceu ainda na infância.
“Quando a gente é criança, acaba absorvendo muita coisa dos pais, a gente ouve e vai criando memórias. No futebol, essa identidade veio através do Flamengo, do Flamengo do Zico. Hoje em dia eu já passo isso para as minhas crianças”, contou.
Torcedora desde pequena, Gisele Silva relatou trajetória semelhante e destacou a influência familiar.
“Minhas memórias vêm desde pequenininha, com meu pai assistindo futebol. Sempre foi o Flamengo, e junto vinha a figura do Zico. Hoje eu levo isso para a minha família. É um amor que vem desde a época do meu pai, e que a gente mantém vivo até hoje”, disse.
Após a exibição, o torcedor Manoel Pinheiro avaliou o documentário e destacou o legado deixado pelo ídolo.
“O Flamengo é um antes e depois do Zico. Ele não é só um grande jogador, é um exemplo de vida. O filme mostra bem isso, a trajetória, a relação com a família e o caráter dele”, afirmou.






