Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, 23/5, um jornalista questionou o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), sobre o relatório do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que investiga os gastos da viagem realizada à ilha de Saint Martin, no Caribe, em março deste ano.
“O TCE apontou falhas graves nas suas explicações sobre o Caribe, sobre a viagem ao Caribe. Há indícios de conflito de interesses e uso indevido de recursos públicos. O que é que o senhor tem a falar sobre isso?”, questionou o repórter do portal O Poder.
Saiba mais: TCE-AM aponta ausência de comprovação em viagem de David Almeida ao Caribe
Diante da pergunta, o prefeito demonstrou incômodo com a forma como a questão foi apresentada depois que se encerraram as perguntas na coletiva de imprensa: “É uma entrevista coletiva. Tu quer uma entrevista exclusiva? Por que tu não participa? Como tu não respeita os teus amigos?”
O jornalista insistiu por uma resposta e pediu um esclarecimento direto: “Responda, prefeito”, cobrou.
David Almeida respondeu: “O que eles acharem que eu preciso responder, eu vou responder (ao TCE-AM)”. Em seguida, devolveu o questionamento ao repórter: “Agora tu precisa responder uma coisa. De quem tá te teleguiando?”, insinuando motivação política por trás da pergunta.
O prefeito concluiu afirmando que os apontamentos do TCE estariam equivocados e reforçou que já deu as devidas explicações: “Eu acho que tá equivocado. Eu dei as explicações necessárias e eu acredito que essas explicações são suficientes para dirimir o problema”.
O que diz a investigação?
O relatório do TCE-AM, assinado em 20 de maio, aponta falhas graves na prestação de contas da viagem ao exterior, realizada durante o Carnaval, enquanto a capital enfrentava crises como fortes chuvas e apagão. A denúncia, apresentada pelo vereador Coronel Rosses (PL), também questiona a falta de transparência sobre a origem dos recursos utilizados e a presença de empresários ligados à prefeitura na comitiva.
Ao justificar os gastos, David Almeida apresentou apenas dois recibos que somam mais de R$ 30 mil, referentes a “upgrades” e trechos específicos das passagens. O TCE destacou a ausência de comprovação sobre a origem dos recursos utilizados na viagem.






