Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após reportagem do Portal RIOS DE NOTÍCIAS revelar denúncias de demissões em massa na Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), internautas relataram crises em projetos esportivos mantidos pelo Governo do Amazonas e atribuíram à gestão de Roberto Cidade (União) o sucateamento das atividades.
Entre os relatos, ex-colaboradores e pais de alunos afirmam que projetos esportivos estariam enfrentando falta de materiais, estrutura precária e, agora, a saída de profissionais responsáveis pelas atividades.
Uma das denúncias afirma que a falta de investimentos já vinha afetando o funcionamento dos projetos antes mesmo das demissões. “Há meses não chega uma bola nos projetos, fora outros materiais. Nisso quem sofre é a população, porque os projetos param”, escreveu uma internauta.

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Na mesma publicação, a denunciante cobrou o pagamento dos direitos trabalhistas dos profissionais desligados. “Espero que com a mesma pressa que tiveram para demitir pais e mães de família, tenham pelo menos um pingo de coragem em pagar os direitos dos trabalhadores”.
A seguidora também encaminhou ao riosdenotícias.com uma fotografia mostrando uma bola rasgada, afirmando que o material era utilizado em atividades esportivas desenvolvidas nos projetos da Sedel.

Segundo outro relato, a situação atingiria programas como o Pelci e o Respirar. “Nossas crianças treinavam com bolas rasgadas e murchas. Não havia estrutura mínima para a prática esportiva dentro dos complexos”.

Outra manifestação encaminhada à reportagem cita o encerramento das atividades do Projeto Pelci no Centro Desportivo da Compensa (CDC).
“Acabou com o projeto PELCI do CDC da Compensa, deixando mais de 300 jovens sem atividade esportiva no bairro”, escreveu um internauta.

Segundo ele, a interrupção das atividades preocupa muitos moradores pela ausência de alternativas de lazer e esporte para crianças e adolescentes da comunidade. “Ninguém sabe o que pode acontecer com esses jovens sem a prática esportiva, fica minha indignação”.
Demissões em massa e cobranças por direitos trabalhistas
As novas denúncias ocorre um dia após o Portal RIOS DE NOTÍCIAS divulgar relatos de ex-colaboradores da Sedel que apontavam demissões em massa, perseguição política e dificuldades no processo de desligamento da secretaria.
Um ex-colaborador identificado como Lucas Orlando da Silva Ferreira, afirmou que parte dos profissionais desligados nesta semana ainda não recebeu orientações sobre o encerramento dos contratos nem as verbas rescisórias.
“Algumas pessoas que foram mandadas embora ainda não tiveram suas rescisões nem receberam as verbas rescisórias previstas na CLT.”
Nas redes sociais, uma internauta chegou a revelar que ex-colaboradores da secretaria estão há cinco meses sem receber seus direitos trabalhistas. A seguidora também lembrou que as eleições estão chegando. “O povo também sabe lembrar quem esteve ao lado dos trabalhadores”, completou.

A Sedel respondeu à reportagem que os desligamentos apenas ocorreram em “razão de um processo de reforma e reestruturação administrativa interna, com o objetivo de otimizar a gestão e aumentar a eficiência das políticas públicas de esporte e lazer”.
Sedel é procurada novamente
A reportagem voltou a procurar a Sedel e solicitou posicionamento sobre as denúncias envolvendo a falta de materiais esportivos, as condições dos projetos e as alegações de prejuízo aos programas Pelci e Respirar.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão.






