Redação Rios
MANAUS (AM) – As novas tecnologias surgem para facilitar atividades do cotidiano das pessoas, mas com isso, surgem novos tipos de golpes. Criminosos estão usando inteligência artificial (IA) para imitar voz de familiares e amigos das pessoas para cometer crimes. O alerta é feito pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Entre as pessoas que estão mais suscetíveis a essa modalidade criminosa são aquelas com bastante atuação nas redes sociais, como digitais influencers, pois os criminosos têm maior facilidade em captar as vozes. No entanto, todos têm que estar atentos.
“Geralmente os criminosos conseguem captar a voz da pessoa por ligação, mesmo que rápida, ou até mesmo por áudios enviados via aplicativos de mensagens ou redes sociais. A partir disso, eles conseguem manipular a voz por meio de programas e elaborar outros diálogos com o objetivo de aplicar golpes em familiares ou conhecidos”
Antônio Rondon, titular da Dercc

Logo após isso, eles passam a entrar em contato com as possíveis vítimas, passando-se por familiar e até amigo e, utilizando a voz clonada por inteligência artificial, pedem para que a pessoa transfira quantias em dinheiro.
“Nesses casos, como as vozes são idênticas, a vítima acaba acreditando que de fato se trata daquele conhecido e realiza a transferência, tendo prejuízos financeiros. Somente algum tempo depois ela se dá conta que foi vítima de um golpe”, relata o delegado.
Como evitar
A autoridade policial destaca que uma maneira de evitar cair nesse golpe é criar senhas ou palavras-chave entre seus familiares e pessoas próximas, que sejam de conhecimento restrito, e toda vez que alguém fizer contato suspeito, principalmente, envolvendo finanças, utilizar a palavra de segurança previamente combinada.
A PC-AM orienta que caso seja vítima do crime, a pessoa deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia mais próxima, ou registrar pela Delegacia Virtual (Devir), no endereço eletrônico: https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/.
As vítimas também podem registrar na Dercc, localizada nas dependências da Delegacia Geral (DG), avenida Pedro Teixeira, 180, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste da capital.
“É importante a vítima reunir o máximo de informações como áudios, captura de tela das conversas, comprovantes de pagamento, pois somente assim será possível materializar esse crime e chegar até a autoria do delito”, frisa.
*Com informações da assessoria






