Kaelyson Moraes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), se pronunciou pela primeira vez nesta sexta-feira, 6/11, após uma operação de busca e apreensão em sua residência.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela classificou a ação como uma “perseguição” e afirmou não temer as investigações.
“Eu quero me manifestar aqui pelas inúmeras mensagens de solidariedade que eu tenho recebido com toda essa perseguição que eu venho sofrendo. A gente sabe que é, né? Então eu quero dizer que vocês fiquem tranquilos, porque gente, como já disse, quem não deve não teme”, declarou.
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Na gravação, Maria do Carmo afirmou que sua equipe jurídica está responsável pelo caso e disse que pretende se manifestar novamente quando houver condições de apresentar mais informações.
“Estou muito tranquila, só não posso falar mais agora porque meus advogados estão cuidando disso, como tem que ser cuidado. Mas fico feliz com o apoio de todos e pode ter certeza que em breve a gente vem aqui pra prestar contas de tudo aquilo que a gente tem dito. A verdade vai prevalecer e a justiça será feita”, afirmou.
Defesa questiona operação
A defesa da ex-candidata também se manifestou e classificou a operação como um possível caso de “abuso de autoridade e perseguição política”. Segundo os advogados, as prerrogativas da advocacia e as garantias legais não teriam sido respeitadas durante o cumprimento da ordem judicial.
Em entrevista à imprensa, o advogado Antônio Pantoja afirmou que a atuação das autoridades será questionada judicialmente.
“O que a gente viu hoje foi uma operação truculenta, um abuso de autoridade. Diversas prerrogativas, tanto dos advogados quanto da própria doutora Maria do Carmo, não foram observadas. A gente vai questionar juridicamente”, declarou.
Em nota, a assessoria jurídica afirmou que Maria do Carmo vem sendo alvo de acusações e exposição pública desde o resultado das eleições. A defesa relacionou a situação a uma denúncia envolvendo a filha do governador eleito Omar Aziz (PSD), que, segundo os advogados, já foi negada publicamente.






