Redação Rios
MANAUS (AM) – O cenário político do Amazonas se aquece com movimentações de grupos tradicionais que ocupam cargos há anos. Nesta quarta-feira, 4/3, a pré-candidata ao governo, Professora Maria do Carmo (PL), comentou sobre as disputas e trocas de farpas entre adversários, afirmando ser necessário mudar um enredo “velho, batido e de mau gosto”.
A pré-candidata se apresenta como fora desses acordos de bastidores.
“Digo e repito: não nasci para fazer parte do sistema. Sou a pedra no sapato deles e vou continuar sendo, até que o Amazonas volte a andar para frente e nas ruas, porque tem gente que só vive nos gabinetes”, afirmou Maria do Carmo.
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Ela também comentou a decisão do governador Wilson Lima (União) de permanecer no cargo até o fim do mandato, classificando a postura como motivada pelo medo:
“Foi um gesto de medo. Muito medo. Medo de encarar as urnas, o julgamento popular e do judiciário. Medo de descobrir que o tempo de ilusão acabou”, disse, citando ainda o alto índice de rejeição do governador.
Maria do Carmo não poupou críticas ao prefeito David Almeida (Avante), que recentemente lançou pré-candidatura ao governo.
“Vive na ilha da fantasia”, afirmou, destacando a avaliação negativa da gestão e mencionando uma operação da Polícia Civil do Amazonas que apontou envolvimento da ex-chefe de gabinete e amiga pessoal de David Almeida em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.
A pré-candidata concluiu reforçando a necessidade de mudança na política local:
“Não dá para aceitar a velha política que se alimenta desse jogo de bastidor, da dependência do poder e que vive se mantendo uns aos outros. Nosso Estado precisa virar a página. Precisa de coragem para romper esses ciclos e de alguém que não tenha medo de romper essas estruturas”.






