Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) devolveu ao Governo do Estado o convite oficial para participação no 59º Festival Folclórico de Parintins. O documento, encaminhado pela Casa Civil nesta terça-feira, 10/6, colocava à disposição da Corte um camarote exclusivo no Bumbódromo, com capacidade para 30 pessoas por dia, na área privativa destinada às autoridades.
A recusa foi formalizada poucas horas depois pelo presidente do TJAM, desembargador Jomar Ricardo Saunders Fernandes. Em ofício encaminhado ao Governo do Amazonas, o magistrado devolveu o expediente “em razão da ausência das devidas considerações pelo Poder Judiciário do Estado do Amazonas”.

Assinado pela chefe do Cerimonial do Governo do Estado, Maria Nazaré de Águila, o convite informava que o camarote seria disponibilizado durante os três dias do festival, marcados para 26, 27 e 28 de junho.
O espaço ficaria localizado na área reservada às autoridades no Bumbódromo e teria acesso controlado por catracas eletrônicas, com ingressos individuais e intransferíveis.

Além de comunicar a disponibilização do espaço, o Governo solicitava que o Tribunal informasse até o dia 18 de junho o nome e o número do RG do responsável pelo recebimento dos ingressos em Manaus.
A decisão do TJAM chamou atenção nos bastidores políticos por ocorrer às vésperas do Festival de Parintins, evento que tradicionalmente reúne representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O ofício de resposta, no entanto, não esclarece quais foram as “devidas considerações” que, segundo o presidente da Corte, deixaram de ser observadas pelo Governo do Estado.
A manifestação também levanta questionamentos sobre eventual insatisfação do Judiciário com o tratamento protocolar dispensado pela organização do evento. Até o momento, nem o TJAM detalhou os motivos da devolução do convite nem o Governo do Amazonas se pronunciou sobre o episódio.
O Rios de Notícias procurou o Tribunal de Justiça do Amazonas para esclarecer quais aspectos do convite motivaram a devolução do documento. O espaço segue aberto para manifestação.






