Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Moradores que ocupavam um terreno no bairro Prainha, em Itacoatiara, a 270 km de Manaus, precisaram deixar o local na manhã desta quinta-feira, 31/7, durante uma ação de reintegração de posse executada por ordem judicial, a pedido da Prefeitura do município.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que os moradores são retirados do local com o apoio da Polícia Militar e a presença de fiscais da Prefeitura de Itacoatiara.
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Barracas e estruturas improvisadas foram desmontadas durante a operação. Muitos dos ocupantes acompanharam a ação com indignação e relataram o impacto da retirada.
Protestos e críticas à gestão municipal
Moradores manifestaram revolta diante da forma como a ação foi conduzida. Um dos homens que vivia na ocupação criticou a atuação dos agentes e responsabilizou o prefeito Mário Abrahim (Republicanos) pela falta de políticas habitacionais no município. “Se o povo da Prainha tiver vergonha, ele nunca mais ganha um voto daqui”, disse.
Outra moradora também se mostrou insatisfeita com a abordagem e acusou os agentes de tratarem a população como criminosos. “Olha aí o que eles fizeram, derrubaram a casa de muita gente. Eles só lembram da gente quando precisam de voto”, afirmou.
Em outro vídeo, uma idosa questiona a Prefeitura por não oferecer alternativas para famílias em situação de vulnerabilidade social. “Se a gente tá se arriscando, é porque não tem onde morar”, declarou.
Área de preservação ambiental
Durante a operação, uma agente da Polícia Militar foi registrada em vídeo tentando acalmar os ânimos e pedindo que os moradores deixassem o local pacificamente, afirmando que a área invadida é de preservação ambiental. “A gente veio aqui só fazer o nosso trabalho”, disse a policial, justificando a atuação.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Prefeitura de Itacoatiara, o Ibama, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas e a Polícia Militar do Amazonas para obter esclarecimentos sobre a reintegração de posse. Até o momento, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações dos órgãos envolvidos.






