Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Marcelo Ramos, frequentador da Praia da Ponta Negra, na zona Oeste de Manaus, publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira, 15/6, denunciando um grande fluxo de água escura, semelhante a esgoto doméstico, que corre pela faixa de areia em direção às águas do Rio Negro.
De acordo com os registros, há um grande fluxo de água passando pela faixa de areia, que é utilizada por banhistas e frequentadores. O fluxo estaria vindo da Casa de Praia Zezinho Corrêa, localizada no Complexo Turístico da Ponta Negra.
“Isso aqui é na Ponta Negra. Uma água saindo daquele local aí, o que parece um esgoto. Isso aqui é nossa realidade, essa água vindo do Espaço Zezinho Corrêa”, diz Marcelo.
Nos registros também é possível ver o acúmulo de lixo, com garrafas PET e sacolas plásticas espalhadas pela faixa de areia.
Segundo os frequentadores, o problema no principal cartão-postal da cidade é constante, com contaminação na água, principalmente pelo odor forte e pelos resíduos presentes na água.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Prefeitura de Manaus, que respondeu, por meio de nota, que, após levantamento técnico realizado no local, não há indícios de lançamento de esgoto na faixa de areia da praia da Ponta Negra.
“A água observada na área está relacionada à rede de drenagem de águas pluviais do Complexo Turístico da Ponta Negra, responsável pelo escoamento das águas da chuva. Com a movimentação natural das águas durante os períodos de enchente e vazante do rio Negro, trechos da tubulação de drenagem ficaram expostos e sofreram danos. A Seminf já acionou a equipe responsável para identificar os reparos e executar os serviços de manutenção”, diz a nota.
A prefeitura ainda afirmou que o Complexo Turístico da Ponta Negra possui Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) próprias, que passam por revisões e manutenções periódicas, sem qualquer ligação com a rede de drenagem pluvial identificada no local.
A reportagem também procurou a concessionária Águas de Manaus para comentar o caso. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.






