Conceição Melquíades – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Cada dia que passa, mais profissionais da Educação seguem o direcionamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e entram em greve. Nesta terça-feira, 23/5, outras instituições de ensino, inclusive os CMPMs (Colégio Militar Da Policia Militar), cujos professores também são vinculados à Secretaria de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM), aderiram à greve.
Sem um prévio aviso por parte da classe, diversos pais e alunos foram pegos de surpresa, nesta terça-feira, ao chegarem na escola e notarem a ausência dos professores.
Ciente da greve liderada pelo Sinteam, o Governo do Amazonas enviou uma nota à imprensa e aos representantes, frisando que o Estado sinalizou o reajuste imediato de 8% da data base, retirada das faltas dos trabalhadores da educação pelos dias de greve, estudo para pagamento de progressões por titularidade e tempo de serviço e negociação referente ao fim da Ação Pública, junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas, que proibiu o movimento grevista, com a contrapartida de que as aulas fossem retomadas imediatamente.
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Porém, devido a negativa por parte dos servidores que não aceitaram o valor sugerido, o Governo disse que retomará a roda de negociação com os representantes da categoria quando os professores retornarem às salas de aula. E disse, ainda, que por conta disso, , os profissionais envolvidos no movimento terão os dias não trabalhados descontados, conforme assegura a legislação trabalhista e a Justiça amazonense.
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Diante da repercussão da nota aos trabalhadores da Educação, o Sinteam respondeu por meio do Instagram que repudia a nota do Governo e, caracterizou como mal escrita e respondeu que “ilegal é não cumprir com a data-base dos trabalhadores. […] Ilegal é não sentar com a representatividade dos trabalhadores”
Confira as notas
NOTA
Sobre a negativa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), em encerrar a greve iniciada no dia 16/05, ação considerada ilegal pela Justiça do Amazonas, com multa diária no valor de R$ 30 mil, e que tem prejudicado milhares de estudantes, o Estado informa que só retomará a roda de negociação com os representantes da categoria quando os professores retornarem às salas de aula.
Lembrando que, no último dia 18/05, em reunião entre o Governo do Amazonas, sindicato da categoria e membros da Assembleia Legislativa, o Estado sinalizou o reajuste imediato de 8% da data base, retirada das faltas dos trabalhadores da educação pelos dias de greve, estudo para pagamento de progressões por titularidade e tempo de serviço e negociação referente ao fim da Ação Pública, junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas, que proibiu o movimento grevista, com a contrapartida de que as aulas fossem retomadas imediatamente.
O Governo do Estado reforça que enquanto a paralisação ilegal continuar, os profissionais envolvidos no movimento terão os dias não trabalhados descontados, conforme assegura a legislação trabalhista e a Justiça amazonense.
Governo do Amazonas
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Agora veja o que respondeu o Sinteam
NOTA DE REPÚDIO E ESCLARECIMENTO
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) vem a público esclarecer que ILEGAL é descumprir a data-base e as progressões por titularidade e por tempo de serviço de servidores que se dedicam ao máximo para ensinar filhos e filhas dos amazonenses que pagam seus impostos em dia. ILEGAL é não negociar com o sindicato legítimo de uma categoria, mesmo após inúmeras tentativas de diálogo. Diga-se de passagem que tanto o reajuste salarial quanto as progressões são previstos em Lei, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado, desde 2013.
A liminar a que o Governo do Estado se refere não é definitiva. Cabe recurso e o sindicato está cuidando judicialmente desse assunto. Aliás, a Justiça deveria, sim, cobrar o cumprimento da lei e não criminalizar os trabalhadores que estão cansados de esperar que o chefe do executivo faça isso.
O governo não tinha contraproposta para oferecer no dia 18 de maio, 71 dias após receber a pauta de reivindicação dos trabalhadores. O único desejo deles era a suspensão da greve, mas erram ao impor isso a uma categoria desvalorizada, sem o cumprimento de seus direitos e que está disposta a lutar por melhorias salariais.
Eles alegam que houve redução de arrecadação nos primeiros meses de 2023. Mas escondem que em 2022, o Estado do Amazonas BATEU TODOS OS RECORDES DE ARRECADAÇÃO e, mesmo assim, não pagou o reajuste de 10,54% previsto em lei, e nem o retroativo das datas-bases 2020 e 2021.
A inflação de 2023 é menos da metade da de 2022 (4,65%) e o reajuste precisa, SIM, SER CUMPRIDO.
Portanto, o Governo precisa explicar pra onde foi esse dinheiro que não chegou aos salários do trabalhadores em educação.
Assista:






