Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) comemora 58 anos nesta sexta-feira, 28/2. Com uma história marcada pelo constante desenvolvimento da região Norte, o modelo é reconhecido por suas relevantes contribuições para a sustentabilidade da Amazônia brasileira.
Com o passar dos anos, a Zona Franca teve que se atualizar, competindo com o lobby comandado pelo estado de São Paulo e demais divergências contra o modelo. Ainda assim, a mesma foi prorrogada até 2073 pelo governo federal e salvaguardada na Reforma Tributária, aprovada em dezembro.
“Esse é o melhor momento vivido do ponto de vista da estabilidade jurídica do nosso programa de desenvolvimento, vez que a Reforma Tributária, […] nos assegurou a segurança jurídica tão reclamada por essas quase seis décadas de existência do nosso projeto de desenvolvimento”, apontou o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva.
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A ZFM viabilizou a implantação de um Polo Industrial que faturou o montante recorde de R$ 204 bilhões em 2024 e gerou mais de 120 mil empregos diretos, como também vem contribuindo para reduzir desigualdades regionais, impulsionar a economia regional e nacional e elevar o padrão de qualidade de vida de milhões de brasileiros.
“Temos confiança que a Zona Franca de Manaus continuará a ser um modelo de desenvolvimento regional que integrará os aspectos econômicos, ambientais e sociais, e permanecerá como ponto de referência para o crescimento sustentável do Amazonas e da Amazônia Ocidental”, apontou.

Sustentabilidade
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o sociólogo Luiz Carlos Marques ressaltou que a Zona Franca foi criada para impulsionar a economia da Amazônia e harmoniza o crescimento industrial com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, contribuindo para a conservação de um dos biomas mais importantes do planeta.
“A ZFM é um exemplo de como o capital pode adaptar-se às necessidades ambientais, gerando empregos e renda sem destruir a natureza. No entanto, o modelo enfrenta constantes ataques, especialmente de interesses de outras regiões que não compreendem sua importância estratégica”, reforçou.
No entanto, Luiz Carlos destacou que a resistência de empresários, trabalhadores e da população garantiu a sobrevivência do modelo. “Hoje, ela segue cumprindo sua missão: desenvolver a região, gerar riqueza e proteger o meio ambiente. Viva a Zona Franca de Manaus, um símbolo de inovação e sustentabilidade!”, conclui Marques.






