Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os ônibus da empresa Via Verde foram impedidos de sair da garagem na manhã desta terça-feira, 25/3, no bairro Planalto, zona Centro-Oeste de Manaus, após uma fiscalização dos vereadores Jaildo Oliveira (PV) e Rodinei Ramos (Avante).
Segundo os parlamentares, os veículos estariam em situação irregular para circulação em Manaus, desrespeitando a Lei Municipal Nº 2.898/2022, que exige a presença de cobradores nos ônibus.
A ação teve como foco a sobrecarga dos motoristas, que vêm sendo obrigados a acumular funções, como a cobrança das passagens, o que prejudica a segurança e a qualidade do serviço prestado à população.
“Estamos trabalhando para garantir condições mais justas para os trabalhadores do transporte e promover melhorias significativas no serviço prestado à população. A presença obrigatória do cobrador não é apenas uma exigência legal, mas uma medida que visa preservar a segurança de motoristas e passageiros”, afirmou o vereador Jaíldo Oliveira.
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Em contraponto, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que a obstrução é ilegal e estaria ocorrendo desde as 4h da manhã, sendo promovida por pessoas que já estão sendo identificadas.
Em nota, o sindicato destacou que “lamentavelmente, sugere o uso indevido do cargo público para fins incompatíveis com suas atribuições”, referindo-se à presença dos vereadores.
Greve Suspensa
No início de março, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus e Amazonas (STTRM) havia convocado uma paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) determinou a suspensão da greve, classificando-a como ilegal e abusiva.
Além disso, o TRT estipulou uma multa de R$ 50 mil por hora em caso de descumprimento e determinou que qualquer impedimento da circulação dos ônibus será considerado crime de desobediência enquanto as negociações trabalhistas estiverem em andamento.
O Sinetram ressaltou que há um processo de negociação em curso no Ministério Público do Trabalho (MPT), com uma nova audiência marcada para o dia 7 de abril, e afirmou que todas as medidas judiciais cabíveis serão adotadas para garantir a prestação desse serviço essencial à cidade de Manaus.






