Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde Privada, em Estabelecimentos Públicos e Privados do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM) convocou a categoria para uma manifestação nesta quarta-feira, 4/1, a partir das 7h da manhã, em frente ao Hospital Beneficente Português, localizado na avenida Joaquim Nabuco, nº 1359, no Centro de Manaus.
A mobilização prevê uma paralisação de advertência de 70% dos trabalhadores, com a manutenção de 30% do efetivo em atividade, a fim de não comprometer totalmente o atendimento à população.
De acordo com a presidente do Sindpriv-AM, a enfermeira Graciete Mouzinho, os profissionais que prestam ou já prestaram serviço ao hospital enfrentam atrasos recorrentes de salários, demissões sem pagamento das verbas rescisórias e falta de recolhimento do FGTS há vários anos.
Segundo a dirigente sindical, a empresa responsável pela administração do hospital é acusada de descumprir obrigações trabalhistas, mesmo com o recebimento regular de recursos.
“Muitos trabalhadores foram demitidos sob a promessa de que os atrasos salariais seriam resolvidos, mas saíram sem receber nenhum valor e foram orientados a buscar seus direitos na Justiça”, afirmou.
Ainda conforme relatos apresentados pelo sindicato, há casos de pagamento parcial de salários, com repasses de apenas 50% do valor devido, além de empréstimos consignados descontados em folha que não são repassados aos bancos, o que tem gerado endividamento e sérias dificuldades financeiras para os trabalhadores, incluindo ameaças de despejo.
Durante o pronunciamento divulgado nas redes sociais do Sindpriv-AM nesta terça, 3, Graciete Mouzinho também solicitou a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Delegacia do Trabalho, cobrando fiscalização rigorosa e prestação de contas por parte da empresa gestora do hospital.
Repercussão nas redes sociais
A convocação da manifestação gerou forte repercussão nas redes sociais, com trabalhadores e internautas relatando indignação diante da situação. “Alguém precisa ouvir o desespero de quem saiu e de quem ficou. Precisamos receber”, comentou uma intenauta.
Outro relato denuncia supostas irregularidades na atuação da empresa administradora: “Em audiências, a empresa informa que não possui sede nem funcionários em Manaus, dizendo ser apenas uma consultoria online, o que não é verdade. Eles administram o hospital e ainda há uma pessoa que manda e desmanda lá dentro. Não é à toa que estão perdendo processos na Justiça. O Ministério Público precisa investigar esse hospital urgentemente”.
Já outro comentário resume o sentimento de revolta: “Tem que pagar, sim. Já pensou trabalhar todos os dias e não receber? Isso é uma vergonha. Se não tem condições de pagar, que feche o hospital e quite todas as dívidas com os trabalhadores”.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com o Hospital Beneficente Português e aguarda retorno. O espaço segue aberto.






