Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – As operações de transporte fluvial de cargas no Amazonas seguem sem alterações significativas nos primeiros meses do verão amazônico de 2025. Mesmo diante do período mais intenso da estiagem, não há risco de desabastecimento, incluindo as áreas historicamente mais impactadas pela seca, como a calha do Rio Madeira, segundo o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma).
Embora a Marinha tenha imposto restrições preventivas à navegação noturna em alguns trechos, devido à presença de pedrais e bancos de areia, o transporte de combustíveis e demais produtos continua ocorrendo com segurança e regularidade.
“As estimativas dos órgãos de monitoramento estão se confirmando. Estamos enfrentando uma seca menos severa, especialmente em comparação a 2024, com destaque para o Rio Madeira. Nenhum município corre risco de desabastecimento, e esperamos que essa tendência se mantenha até o fim da estiagem”, destacou o vice-presidente do Sindarma, Madison Nóbrega.
Dragagem no Rio Madeira
Para garantir a navegabilidade, o Ministério dos Portos e Aeroportos iniciou a dragagem em pontos críticos do Rio Madeira, entre Porto Velho (RO) e Manicoré (AM).
A intervenção está concentrada no Passo Miriti, onde devem ser retirados cerca de 480 mil metros cúbicos de sedimentos, quase metade do volume total previsto para 2025.






