Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A transferência de 70 policiais militares presos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM) foi marcada por tumulto e reforço policial na manhã desta terça-feira, 12/5, em Manaus.
A operação começou ainda nas primeiras horas do dia no Núcleo Prisional da PM-AM, localizado no bairro Monte das Oliveiras, na zona Norte da capital. Após mais de cinco horas de movimentação, os detentos começaram a ser transferidos, por volta das 11h40, para a nova estrutura instalada na rodovia BR-174, na zona rural de Manaus.
Durante a ação, familiares dos policiais militares presos realizaram protestos em frente à unidade prisional, o que provocou tumulto e momentos de tensão. Os manifestantes tentaram impedir a saída dos ônibus utilizados na transferência e houve discussões, empurra-empurra e bate-boca com agentes responsáveis pela escolta.
Imagens registradas na região mostram os ônibus deixando o antigo núcleo prisional sob forte escolta de equipes do Batalhão de Choque, Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Força Tática e do Comando de Policiamento Especializado (CPE).
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Transferência
Os 70 policiais militares custodiados foram transferidos durante a Operação Sentinela Maior, realizada pela Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), em conjunto com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e acompanhada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).
A mudança encerra as atividades do antigo Núcleo Prisional da PM, alvo de investigações após a fuga de 23 custodiados registrada neste ano, no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus.
Segundo o Ministério Público do Amazonas, a transferência foi motivada por problemas estruturais identificados na antiga unidade, considerada inadequada para a custódia de presos militares. O órgão afirma que a nova estrutura deve oferecer maior controle operacional e melhores condições de segurança.
Fuga de 23 presos
O caso ganhou repercussão no dia 27 de fevereiro, quando 23 custodiados deixaram o Núcleo Prisional da PM sem autorização judicial. A ausência foi percebida durante uma vistoria de rotina realizada pela própria corporação.
Após a descoberta da fuga, policiais responsáveis pela unidade foram presos em flagrante e afastados das funções. A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) abriu investigação para apurar possíveis facilidades concedidas aos detentos.
No dia seguinte, o então diretor do núcleo prisional, major Galeno Edmilson de Souza Jales, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, a pedido do Ministério Público.
Em março, o MPAM deflagrou a Operação Sentinela, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra policiais militares investigados por facilitar a fuga dos presos.
As investigações continuam para identificar responsabilidades e apurar possíveis falhas no sistema de custódia militar do estado.






